Parque Nacional Marinho do Albardão agora é oficial
Nova Unidade de Conservação no RS cria o maior parque nacional marinho do país
Acervo NEMA2 min de leitura
No mês de março de 2026, o Rio Grande do Sul ganhou duas novas Unidades de Conservação federais no litoral: o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, no município de Santa Vitória do Palmar (RS).
O Parque Nacional Marinho do Albardão é o maior parque do Brasil fora da Amazônia. Somando as áreas do Parque, da Zona de Amortecimento e da APA, a região total protegida terá mais de 1,6 milhão de hectares, onde encontramos 25 espécies ameaçadas, como a toninha, um tipo de golfinho em perigo no Atlântico Sul Ocidental. A região é local de descanso e reprodução de várias espécies migratórias, como baleias-francas, tubarões, tartarugas-marinhas, albatrozes e outras aves marinhas. Sua criação é considerada um marco para a conservação marinha do país.
Por trás dessa medida estão estudos científicos, escuta pública, articulação entre instituições e empenho de servidores, pesquisadores e cidadãos comprometidos com a conservação da biodiversidade.
A iniciativa foi liderada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo ICMBio e contou com decreto final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinado em 6 de março. A iniciativa representa um grande avanço na preservação da biodiversidade marinha, na proteção de espécies ameaçadas, na garantia de equilíbrio dos ecossistemas e no fortalecimento do uso sustentável dos recursos do mar.
Albardão tem relevância internacional por sua conexão com o mar patagônico, influenciando populações de fauna que chegam até a Antártica.
Histórico
A luta pela formalização de uma área protegida no local se estendeu por 18 anos. Em 2024, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciou a consulta pública para a criação do parque.
O lobby de multinacionais para a instalação de um parque eólico offshore (no mar) na área e a suspensão do processo de criação da Unidade de Conservação pelo governo do estado do Rio Grande do Sul atrasaram a criação do parque.
Durante a COP 30, realizada em novembro de 2025, em Belém, o presidente Lula se comprometeu a ampliar a proteção da área marinha no Brasil de 26,5% para 30% até 2030.


