Conhece a Neuromodulação?
Saiba como funciona a nova ferramenta da Psicologia na busca do equilíbrio emocional
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A Neuromodulação está entre as novas tecnologias no cuidado da saúde mental. Trata-se de um conjunto de técnicas que busca influenciar, de maneira planejada e controlada, a atividade do sistema nervoso e favorecer uma melhor regulação do funcionamento cerebral.
Neuromodulação
A nova técnica utiliza estímulos específicos que podem ser elétricos, magnéticos, luminosos ou baseados no próprio funcionamento cerebral, com o objetivo de favorecer processos naturais de neuroplasticidade, ou seja, a capacidade que o cérebro tem de aprender, adaptar-se e reorganizar-se.
Para a neuropsicóloga Roberta Sartori, a neuromodulação não é substituta da psicoterapia e, sim, complementar. “Enquanto a psicoterapia trabalha principalmente pensamentos, emoções, comportamentos, elações e formas de enfrentamento, a neuromodulação busca favorecer a regulação de redes cerebrais e de processos fisiológicos relacionados. Ela possibilita identificar aspectos como atenção, controle emocional, nível de ativação e capacidade de adaptação”, explica. Para além dos processos da Psicologia, Roberta trabalha com recursos como estimulação transcraniana por corrente contínua, fotobiomodulação, neurofeedback e biofeedback.

O tratamento não é igual para todos. “Duas pessoas com depressão podem ter necessidades muito diferentes. A estratégia precisa ser individualizada”, ressalta.
Para Roberta, a evolução no tratamento não deve ser observada apenas na intensidade dos sintomas, mas também pela capacidade funcional da pessoa. Pequenas mudanças podem representar avanços importantes, como conseguir iniciar uma tarefa, retomar uma atividade, reagir de maneira diferente diante de uma situação difícil, perceber maior clareza mental ou reorganizar-se rapidamente com mais rapidez.
“Alguns pacientes relatam que os desafios continuam presentes, mas já não ocupam todo o espaço. O objetivo não é criar uma sensação artificial de bem-estar, mas, sim, ampliar a capacidade de funcionamento e a autorregulação. A neuromodulação não deve ser compreendida como uma solução rápida ou isolada. A tecnologia pode favorecer processos cerebrais, mas não modifica sozinha fatores familiares, sociais, comportamentais, ou ambientais”, conclui.




