O lugar da mulher e o sagrado feminino

Conscientizar fragilidades para ocupar seu lugar no mundo

Rosemari Johan

Rosemari Johan

31/07/2023
 O lugar da mulher e o sagrado feminino Adobe Stock NBE

2 min de leitura

Como você se sente consigo mesma, na sua intimidade, nos seus sonhos, no seu trabalho, nos cuidados consigo?

Você pensa nisso como algo diário na sua vida? Você alguma vez já vislumbrou o que compõe a sua essência?

Como desvincular padrões de beleza e regras estabelecidas para sermos verdadeiramente o que nossa consciência nos impulsiona? Quem cuida de você? Como despertar para uma nova consciência de si mesma trazendo à tona o sagrado feminino?

Como sacralizar aquilo que diz respeito a nós mulheres, nosso corpo, nossa alma, nossa menstruação, a maternidade?

Força feminina

Todas nós temos forças invisíveis e desconhecidas que atuam em nós. E quando não estamos em paz com nossos desejos e com nossa alma não conseguimos nos firmar quanto aos nossos verdadeiros sentimentos e valores. Nos sentimos infelizes, mal-amadas e sozinhas.

Nossas feridas emocionais, muitas vezes bem profundas, nos levam a repetir esses comportamentos em nossos relacionamentos com marido e filhos.

Para que nossos desejos e necessidades possam ser reconhecidos e vividos conscientemente temos que descobrir quais são essas forças e como atuam na nossa rotina cotidiana. Essas forças inconscientes, Jung chama de “dons e deficiências concedidas por deusas” que podemos aprender e aceitar com gratidão e conhecer e superar para nos realizarmos, ocupar nosso lugar no mundo. Essas deficiências desconhecidas nos afetam e nos limitam, impossibilitando de ocuparmos os espaços destinados nessa vida.

Uma mulher ferida, frequentemente, não consegue realizar-se nos planos pessoal e profissional, não criando sua própria identidade e assim se constituindo a partir de projeções daquilo que entende que os outros desejam de si mesma.

Autoconhecimento

Essas feridas somente serão curadas se nos amarmos exatamente como somos e aprendermos a nos conhecer de forma mais profunda, aceitando os acontecimentos da vida e a si mesma, para assim sermos mais felizes, amáveis e únicas.

Trazer o sagrado para nossas vidas é poder reconhecer nossas fragilidades e nossos potenciais.

É poder Ser!

É exercer o lugar de mulher sempre, de mãe quando assim escolhermos, de amiga, de amante quando desejarmos, enfim respeitar, honrar o que vem da nossa alma e da nossa essência feminina.

Nossa cura, nossa integridade e nossa felicidade dependem de sacralizar a nós mesmos! Cuidar de si é fundamental.

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Rosemari Johan

Rosemari Johan

Rosemari Johan é Psicóloga Transpessoal e Sistêmica Familiar, de Casal e Individual, Consteladora, Integrante do CIT - Colégio Internacional de Terapeutas, Participante do Movimento dos Guardiões do Amanhã por todas as nossas relações.

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