Médico denuncia glamourização da obesidade

Estigma e preconceito também acontecem em relação ao tratamento

Redação NBE

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09/05/2023
Médico denuncia glamourização da obesidade AdobeStock/NBE

3 min de leitura

Tem sido cada vez mais comum ver pessoas levantarem a “bandeira” a favor da obesidade, sob a justificativa de que este é um movimento de aceitação do próprio corpo e uma forma de acabarmos com o preconceito contra as pessoas que estão acima do peso. Não raro, vê-se influenciadores digitais glamourizando e incentivando pessoas que estão acima do peso a aceitarem seu corpo e mesmo a não procurarem ajuda médica.

Mas será este o caminho mais correto?

O médico Lucas Gelatti é uma das vozes que se levantam para apontar que o mesmo estigma e preconceito que existe em relação à obesidade, acontece também em relação ao tratamento dela.

Especialista em medicina física e reabilitação, Gelatti afirma que não se pode romantizar uma situação que é problema de saúde, que é uma doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 1 em cada 4 brasileiros tem obesidade, num total de mais de 41 milhões de pessoas. O consumo de alimentos ultraprocessados e o sedentarismo estão entre as principais causas.

Segundo o médico, a obesidade precisa ser tratada de maneira mais séria. Sem preconceito, mas deve ser encarada como ela é: uma doença potencialmente tratável e que, se tratada, vai evitar que a pessoa venha a contrair outras diversas doenças.

“A obesidade é uma questão de saúde, não se pode estimular uma pessoa a não buscar tratamento. Seria a mesma coisa que dizer para uma pessoa com pressão alta, que ela não deveria tomar os remédios, ou dizer para uma pessoa que tem câncer, que ela não deveria se tratar. Isso é errado! Obesidade é doença e deve sim, ser tratada”, afirma o médico.

Alterações profundas

“Hoje se sabe que a obesidade altera de maneira profunda, inclusive a maneira como a pessoa pensa e age”, explica o especialista. Significa dizer que se trata de um desequilíbrio químico de alterações mais profundas, tanto na psique quanto no metabolismo da pessoa, e não apenas de uma questão de força de vontade, foco e fé, como muitos dizem para condenar ou justificar escolhas.

Lucas Gelatti faz um alerta sobre a importância do tratamento da obesidade.

“As pessoas têm que ter ciência do quão perigoso é a obesidade para poder fazer a escolha entre permanecer obeso ou mudar isso e se tornar uma pessoa mais saudável. É preciso entender que não é uma questão de beleza ou de aceitação, é uma questão de saúde e precisa ser levada a sério como ela definitivamente é, sem preconceito e sem romantismo. É uma doença que pode levar a morte”, conclui o médico.

Guias do Ministério da Saúde

Guias ajudam na prevenção

O caminho mais seguro, saudável e sustentável para prevenir e deter o avanço da obesidade em todas as idades é aliar uma alimentação adequada e saudável à prática regular de atividade física. Nesse sentido, três publicações do Ministério da Saúde podem colaborar de maneira decisiva para a adoção de hábitos e rotinas mais saudáveis:

• O Guia Alimentar Para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos, que traz orientações nutricionais para o início da primeira infância;\

• O Guia Alimentar para a População Brasileira, que pode inspirar toda a família a se alimentar de maneira saudável;\

• E o Guia de Atividade Física Para a População Brasileira, que contempla práticas para uma vida ativa fisicamente adequadas à infância e também aborda a importância da educação física escolar.

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