Ônibus-palco vai levar arte e educação gratuitas a 16 cidades gaúchas
Saiba quais cidades estão na rota do projeto Cultura Que Circula
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O lançamento do projeto Cultura Que Circula ocorreu em solenidade com a presença de convidados e imprensa na sede da Biblioteca Parque da Fundação Marcopolo no dia 19 de agosto, quando também foi apresentado o ônibus-palco que irá itinerar a programação gratuita de arte e educação a comunidades de todas as regiões do Estado.
Em cada cidade, o ônibus-palco desenvolvido especialmente para a ação vai estacionar em uma praça pública e promover um dia inteiro de oficinas, espetáculos e atividades de artes visuais, dança, literatura, teatro, música, cinema, economia criativa e educação financeira.
A estreia será no Morro da Cruz, em Porto Alegre, no dia 27 de agosto com programação das 8h30 às 22h na Praça Saibreira. Depois, o ônibus-palco chegará a cidades com populações entre 20 mil e 50 mil habitantes, que normalmente têm acesso restrito a atividades culturais.
Dezesseis municípios estão confirmados no programa itinerante, que começa neste mês e se estende até 2027. Cinco paradas acontecem nos próximos meses, chegando a Lagoa Vermelha (1º de setembro), Marau (3 de setembro), Veranópolis (9 de setembro), São Lourenço do Sul (10 de novembro) e Canguçu (12 de novembro), totalizando mais de 1500 km rodados somente em 2026.
Em 2027, o projeto visitará Arroio Grande, Itaqui, Nonoai, Palmeira das Missões, Panambi, Rio Pardo, Rosário do Sul, Sobradinho, Três Passos e Torres.
A realização do projeto Cultura que Circula é do Banrisul Cultural e da Fundação Marcopolo que se uniram para desenvolver o projeto que vai percorrer o Rio Grande do Sul.

Com investimento de mais de R$ 1 milhão do Banrisul Cultural, o Cultura que Circula reúne atrações voltadas a públicos de diferentes faixas etárias. Todas as atividades serão realizadas dentro e no entorno do ônibus que, além do palco retrátil, tem camarim e espaço para levar figurinos, adereços e equipamentos de luz e som. A programação conta com uma equipe formada por mais de 20 artistas e técnicos vindos de diferentes localidades do Estado.
Programação cultural
Em cada local, o projeto promoverá atividades ao longo de todo o dia voltadas a públicos de diferentes faixas etárias, sempre com acesso gratuito.
A agenda da manhã e da tarde foi pensada principalmente para as crianças e inclui o espetáculo infantil inédito A Gema do Ovo da Ema, criado especialmente para o Cultura que Circula pelo Grupo Ritornelo de Teatro, de Passo Fundo, a partir da obra da escritora Sylvia Orthof.
Outro destaque é o Projeto Kombina, que promoverá atividades baseadas no livro A Semente, da escritora porto-alegrense Chris Dias, reunindo contação de histórias e jogos educativos conduzidos por arte-educadores e brincadores profissionais para estimular a criatividade, o raciocínio lógico e o trabalho em equipe.
Haverá ainda apresentação do espetáculo Rimo Livros, do rapper e escritor Chiquinho Divilas, fazendo uma leitura rimada de obras que leu e recomenda. Completam a programação diurna um espetáculo de breaking e uma jam session com o grupo Restinga Crew, da capital gaúcha, e uma oficina de arte urbana e pintura em grafite com o artista visual caxiense Felipe Borges, conhecido como Eti Black.
À noite, a programação será voltada a toda a família, com uma sessão de cinema ao ar livre com três curtas-metragens da plataforma Sulflix, produzidos por realizadores gaúchos. Entre as exibições dos filmes, artistas de diferentes municípios farão apresentações musicais, enquanto uma feira reunirá empreendedores locais, valorizando a economia criativa e fortalecendo a circulação de produtos e iniciativas da própria comunidade.
Durante as atividades, o Cultura que Circula ainda distribuirá a obra Água turva, da escritora gaúcha Morgana Kretzmann. O livro, traduzido para seis idiomas, é um thriller ecológico que se passa no Parque do Turvo e aborda temas de sustentabilidade e preservação ambiental. O projeto também desenvolverá ações que frisam a importância da educação financeira desde cedo, estimulando crianças e adolescentes a desenvolverem a capacidade de fazer escolhas conscientes com o seu dinheiro.
Sobre o Banrisul Cultural
O Instituto Banrisul Cultural e Social é uma instituição autônoma, ligada ao Banrisul, criada para desenvolver projetos culturais e sociais com atuação contínua e estruturada. Sua proposta se distingue das ações de patrocínio tradicionalmente realizadas pelo banco, voltadas ao apoio a iniciativas de terceiros. O Instituto nasce para conceber e executar programas próprios, com foco em acesso à cultura, valorização da memória, inclusão e geração de impacto duradouro em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
“Desde o nascimento do Banrisul Cultural, entendemos que o Instituto deve ser independente, perene e que sua atuação precisa chegar a quem mais precisa. Escolhemos levar nossos programas e projetos a localidades que normalmente têm menos acesso a espetáculos, atividades educativas e outras manifestações artísticas. O Cultura que Circula traduz exatamente essa visão. E fazer isso ao lado da Fundação Marcopolo, uma instituição com mais de três décadas de história e reconhecida atuação junto às comunidades, torna essa parceria ainda mais especial, nos permitindo levar a cultura cada vez mais longe”, afirma Fernando Lemos, presidente do Banrisul.
“Para que as manifestações da nossa cultura sejam compartilhadas como um direito de cidadania e estejam acessíveis a todos e todas, precisamos descentralizar. É o que pretendemos com o ônibus-palco: facilitar a circulação de espetáculos e de outras atrações culturais pelo interior do Rio Grande do Sul”, comenta Beatriz Araujo, diretora-geral do Banrisul Cultural.
Sobre a Fundação Marcopolo
A Fundação Marcopolo é uma entidade sem fins lucrativos dedicada à promoção do bem-estar social por meio de iniciativas que integram educação, cultura, inovação, esporte e desenvolvimento humano. Com atuação voltada à comunidade, desenvolve projetos que ampliam o acesso ao conhecimento, estimulam a criatividade, fortalecem a cidadania e promovem a inclusão social. Entre suas iniciativas estão a Biblioteca Parque, a Escola Marcopolo de Criatividade e o projeto O Futuro que Queremos.
“A natureza da cultura é a troca, ou melhor - trocas são essenciais para que a cultura siga seus caminhos que são crescer e se desenvolver. Neste programa vamos percorrer diversos caminhos do Estado promovendo encontros entre artistas populares e público, especialmente crianças e jovens em idade escolar, ampliando seus repertórios e inspirando-os com arte contemporânea produzida no RS. Esse também será um bonito encontro entre a tradição de 37 anos da Fundação Marcopolo com a vitalidade do Banrisul Cultural”, destaca Luciano Balen, gerente da Fundação Marcopolo.




