Dia Mundial Sem Tabaco

Programas de prevenção vem reduzindo número de adictos

Redação NBE

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31/05/2022
Dia Mundial Sem Tabaco Adobe Stock/NBE

2 min de leitura

No dia 31 de maio, terça-feira, é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1987. Com o objetivo de informar a sociedade sobre as doenças e as causas das mortes relacionadas ao tabagismo. Entre elas estão os diversos tipos de câncer, infecções respiratórias, impotência sexual, infertilidade e cálculos renais.

O tabagismo é uma doença que mata cerca de oito milhões de pessoas por ano no mundo. Só no Brasil são 147 mil óbitos anuais. Mas não é só quem fuma que sofre as consequências. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 890 mil mortes são resultado de não fumantes expostos ao fumo passivo. Por isso é necessária a conscientização dos danos que o tabaco causa.

Segundo o oftalmologista do Grupo São Pietro Saúde, Dr. Eduardo Mick Harter, o tabagismo e o tabagismo passivo têm forte relação com várias doenças que acometem o sistema visual.

“Ele prejudica o perfil da nossa lágrima, causando olho seco, em que o paciente tem dificuldade de enxergar e fica constantemente com sensação de corpo estranho dentro do olho, como se tivesse um grão de areia. O tabagismo também é responsável pela formação da doença da catarata em idades precoces, e nos casos já diagnosticados ele potencializa a velocidade de evolução da doença”, comenta.

De acordo com Dr. Felipe Rocha, urologista do Grupo São Pietro Saúde, o tabagismo pode afetar diretamente a saúde sexual masculina, causando problemas como a disfunção erétil. “Vale ressaltar também que o câncer de bexiga é uma das consequências do tabagismo. Fumantes tem 6 vezes mais chances de desenvolver a doença em comparação aos não fumantes”, afirma o médico.

Placa de proibido fumar

O Dr. Felipe recomenda 5 atitudes para acabar com o tabagismo:

  1. Bastante força de vontade. Recomenda-se a diminuição semanal de 25% a 30% da quantia de cigarros diários;
  2. Eliminar os gatilhos que provocam o tabagismo (exemplo: álcool e cafeína);
  3. Substituir o cigarro por outros hábitos saudáveis e que também gerem prazer;
  4. Realizar atividades físicas diariamente;
  5. Buscar ajuda médica e/ou psicológica.

Em 2021, o percentual médio total de fumantes com mais de 18 anos no Brasil era de 9,1%, sendo 11,8% entre homens e 6,7% entre mulheres. Em 2006, o índice era de 15,7%.

Esse número vem caindo gradativamente devido aos programas de prevenção. Desde 2014 (em São Paulo em 2009) entraram em vigor as novas regras antifumo que proíbem fumar em locais fechados, como ambiente de trabalho e restaurantes, além de determinar o fim da propaganda de cigarros. Elas também extinguem os fumódromos em ambientes coletivos e ampliam as mensagens de alerta em maços de cigarro vendidos no país.

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