Desvendando a história do tarô

A partir do século XVIII o tarô virou uma ferramenta oracular

Redação NBE

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25/07/2022
Desvendando a história do tarô Adobe Stock/NBE

2 min de leitura

Por Julio Soares*

O tarô causa muito fascínio e curiosidade nas pessoas. Dificilmente alguém se mantém impassível diante deste baralho de 78 cartas, com suas figuras misteriosas que nos encantam. Tal fascínio criou diversas especulações sobre as origens do tarô, o que acabou por espalhar mitos que são propagados até hoje.

Reza a lenda que os sábios egípcios, sabendo que sua sociedade estava perto do fim, armazenaram seus conhecimentos em placas de ouro, que foram levadas até a Europa e recebidas pelos grandes alquimistas e ocultistas do período medieval. Estes, por sua vez, entendiam que tal conhecimento sempre corria o risco de se perder, então decidiram gravar os ensinamentos egípcios em objetos que sabiam que se espalhariam para sempre: as cartas de jogar.

Essa história, por mais bonita que possa soar, é mentirosa. No século XVIII, a partir da falta de conhecimento sobre a origem das cartas, começaram a surgir muitas hipóteses falsas que causam burburinho até hoje: as origens do tarô foram ditas como egípcias, ciganas, de Atlântida e até mesmo da constelação das Plêiades. A real história do tarô, porém, é bem mais simples.

Verdade sobre o surgimento do Tarô

O Tarô nasce na Itália renascentista, na primeira metade do século XV. Os primeiros baralhos eram feitos para as famílias nobres de cidades como Milão, Ferrara e Florença, e tinham, em sua estrutura, um caráter ético.

Vemos, nas cartas do tarô, imagens que mostram as figuras de poder que deveriam ser respeitadas pela sociedade, assim como as diversas condições humanas. Dessa maneira, o Louco era a representação de pedintes e arruaceiros; o Papa e o Imperador, os regentes do mundo; o Mundo era a representação de Cristo; o Julgamento representava o Juízo Final; a Papisa, a igreja católica. Somente a partir do século XVIII que o tarô ganhou atenção do esoterismo, virando uma ferramenta oracular.

Quando estudamos bem o tarô, entendendo as suas origens, sabemos utilizar essa ferramenta em todo o seu potencial oracular, que serve para tomarmos melhores escolhas, enxergarmos nosso destino e ver as previsões que nos acompanham.

*Julio Soares – Tarólogo Fortuna Arcana

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