Dia Nacional da Agroecologia reforça importância do setor na agricultura
A data homenageia o nascimento de Ana Maria Primavesi, uma das precursoras na agroecologia no Brasil
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No dia 3 de outubro é celebrado o Dia Nacional da Agroecologia, uma data que há mais de uma década convida a refletir sobre práticas sustentáveis, preservação ambiental e o papel estratégico da agricultura familiar.
Shiva Braga, produtor orgânico e feirante, participa de uma das principais feiras ecológicas do Estado, no bairro Menino Deus em Porto Alegre. Para ele, a agroecologia é o caminho para oferecer alimentos saudáveis a preços acessíveis.
“A agroecologia produz um alimento limpo, orgânico, que normalmente percorre uma cadeia curta até chegar ao consumidor. O que eu colhi ontem já está na feira na manhã seguinte e isso é um fator que contribui para manter um preço justo e acessível ao consumidor”, afirma Shiva.
Ele destaca ainda que, ao contrário do senso comum, o alimento orgânico nem sempre é mais caro. “São pequenas trocas que a gente faz na rotina e vê que o produto orgânico se encaixa, muitas vezes, com um preço até mais em conta que os não orgânicos. Por isso, é tão importante fortalecer a agricultura familiar de base ecológica”, conclui.
O dia 3 de outubro é alusivo ao nascimento da professora Ana Maria Primavesi que neste ano completaria 105 anos. A engenheira agrônoma, pesquisadora e professora universitária austríaca radicada no Brasil é uma das precursoras da agroecologia no Brasil. Foi uma importante pesquisadora da agroecologia e da agricultura orgânica além de publicar vários trabalhos e livros sobre o tema que viraram referência no mundo inteiro.
Lecionou por 12 anos na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, entre 1962 e 1974, onde também realizou pesquisas sobre biologia no solo, juntamente com o marido, Artur Primavesi, que fundou o Instituto de Solos e Culturas, o atual Laboratório de Análise de Solos (LAS) da UFSM.
Sobre a Agroecologia
A Agroecologia é um campo de conhecimento que proporciona as bases científicas para orientar o desenvolvimento de sistemas produtivos mais sustentáveis, que potencializem os fluxos e ciclos naturais nas formas de manejo e produção de alimentos.
Isso inclui um conjunto de práticas e métodos que ajudam a promover a diversificação produtiva, o uso racional dos recursos naturais e a integração entre o saber tradicional e o conhecimento científico e tecnológico, contribuindo assim para o aumento da resiliência dos agroecossitemas e o aumento da autonomia dos agricultores, com o uso dos recursos naturais, capazes de promover a saúde do solo, das plantas e dos animais, a inclusão social e produtiva, com sustentabilidade econômica, social e ambiental.
Fonte - Emater/RS-Ascar



