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Saúde Integral

01/12/2015 10h40

Zumbido não é normal

Dificuldade para identificar a origem do problema criou o mito de que não há tratamento eficaz para o zumbido.

Por Vera Mari Damian

Arquivo Nosso Bem Estar
Zumbido

Zumbido não é normal. É um alerta de que algo no seu organismo não vai bem.

Você volta de um evento, uma festa, um show, em que esteve exposto a sons de alta intensidade e, quando o ambiente silencia, percebe que um zunido contínuo insiste em se manter nos seus ouvidos. Vai dormir e no dia seguinte o zunido desapareceu.

Relaxe. Esse é um zumbido natural.

Mas se não desaparecer em 24 horas, fique atento.  Zumbido não é normal. É um alerta de que algo no seu organismo não vai bem.

O normal das vias auditivas é captarem a vibração dos sons do ambiente e enviarem na forma de impulsos elétricos para o cérebro. No caso do zumbido, ocorre uma hiperatividade das células, que passam a enviar impulsos elétricos mesmo sem haver uma fonte geradora de som.

O zumbido é percebido internamente e pode ser semelhante ao sibilar de um grilo, uma cigarra, um apito, um chiado, uma batida de martelo, ou mesmo vários desses sons combinados. De baixa ou alta intensidade. Um zumbido de volume baixo será percebido especialmente à noite ou quando o ambiente fica mais silencioso. Já um zumbido mais alto será ouvido o dia inteiro.

Especialistas indicam que zumbido é um sintoma, não uma doença.

As causas do sintoma são diversas e justamente a dificuldade em diagnosticar a origem do problema pode ter criado o mito de que não há tratamento eficaz para o zumbido. Otites, diabetes, anemia, hipertensão arterial, disfunção de ATM e do aparelho mastigador, excesso de cafeína, álcool, fumo, ou mesmo o efeito colateral de medicações como ácido acetilsalicílico (aspirina), anti-inflamatórios, antibióticos e antidepressivos estão elencados como causas (entre outras) a serem investigadas. 

Causa ou consequência de depressão

No plano psicológico, estresse, ansiedade e depressão podem ser causadores de zumbido. Ou consequência dele, já que o sintoma agravado se torna perturbador, causando irritação, cansaço e interferindo no sono, na concentração, no humor e na própria vida social.

A boa notícia é que hoje existe uma série de tratamentos disponíveis para tornar confortável a convivência com o zumbido ou até eliminar o sintoma. Um bom profissional vai se esmerar na identificação das causas do zumbido, podendo envolver outros especialistas, como fonoaudiólogo, otorrinolaringologista, neurologista, psiquiatra, dentista, ou outros, para um tratamento multidisciplinar.

Tenha em mente que o zumbido é um alerta de que algo no seu organismo não vai bem. E é isso que precisa ser primeiramente identificado e tratado.

Em alto e bom som

“Não se conforme com diagnósticos de que o zumbido não tem cura”, adverte a fonoaudióloga, especialista em audiologia clínica, Renata Suman Cavion. Em sua experiência profissional, ela já viu diversos zumbidos desaparecem com tratamentos de doenças que estavam por trás dos sintomas.

“O diagnóstico não é tão simples, pois muitos fatores podem estar associados. Há zumbidos causados por uma medicação de que o paciente não pode abrir mão, por exemplo. Cada caso exige uma análise complexa. É importante também identificar as necessidades e expectativas do paciente para escolher o tratamento mais adequado”, explica.

Muitas pessoas que têm perda de audição referem ter zumbido. Em alguns casos só o uso de aparelho de amplificação sonora já mascara o zumbido e ele deixa de ser incômodo. Em outros planos de tratamento é dada ênfase na reeducação do cérebro quanto à percepção do zumbido.

A profissional também faz um alerta para a necessidade de cuidados com a audição a fim de evitar perdas. “A intensidade e o tempo de exposição ao ruído são responsáveis por lesar as células do nervo auditivo. No caso de jovens, fones de ouvido com música alta em tempo demasiado têm sido uma causa importante de perda auditiva.”

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