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Bem-estar

10/12/2020 08h00

O melhor pode estar por perto

Programas ao ar livre, que envolvam atividades na natureza e com a família, são a nova opção de turismo e lazer.

Por Paulo Eduardo Macedo Ferretti

Freepik/NBE
Sec dez side view friends with medical masks taking selfie by lake

O melhor pode estar por perto

As novas tendências de turismo indicam preferência por destinos de curta distância e em localidades que tenham a natureza como principal atrativo. Itens como saúde, família, confiança, humanização e sustentabilidade ganham destaque na escolha dos viajantes.

O turismo regional não é novidade no Rio Grande do Sul. Segundo dados do Sebrae de 2019, a maioria dos turistas que aqui circulam são do próprio estado e residem em cidades distantes até 250 quilômetros do destino.

Não é para menos. Vivemos no Rio Grande do Sul, estado dotado de atrativos naturais maravilhosos, boa gastronomia e com um povo gentil e receptivo. Mas o novo momento exige novos comportamentos. Se você está planejando passear, acompanhe essas dicas do Nosso Bem Estar:             

  • Observe como está a situação da pandemia no momento, se é seguro um passeio de lazer ou se é melhor esperar um pouco.
  • A segurança sanitária deve ser um fator importante na decisão de onde ir. Melhor evitar destinos com (altos) riscos de transmissão de vírus ou com comportamentos negacionistas da população.
  • Mantenha uma postura pessoal firme de cuidado e respeito consigo e com os outros. Não é porque você está fora de casa que deve relaxar as medidas de segurança. 
  • Ande sempre com máscara, álcool gel e não vacile.
  • Evite destinos que tenham atrações com aglomerações, filas, ambientes fechados ou mal ventilados. Restaurantes com mesas ao ar livre são os mais adequados para a alimentação.
  • Atente se a operadora/hospedagem/restaurante  possui selo de Turismo Responsável.
  • Prefira destinos em meio à natureza, onde os passeios são a céu aberto.
  • Opte por deslocamento em veículo próprio ou outros veículos com baixa concentração de pessoas. E por locomoção a pé ou de bike. 
  • Dê preferência a hospedagens pequenas ou hotéis e resorts espaçosos.
  • Esteja inteiro(a), atenta(o) e com o olhar apurado: coisas simples, lugares simples e pessoas simples podem ser grande fonte de satisfação numa viagem. 

 

O OLHAR E O TURISMO

Paulo Eduardo Macedo Ferretti*

O jeito de olhar faz toda a diferença entre um simples deslocamento e uma real e aprazível viagem.

O olhar é, talvez, o elemento mais importante na atividade turística. E não apenas no sentido de ver o que há para ver, mas no mais amplo sentido do apreciar, do perceber, do absorver o que está ao redor, o que efetivamente há para ser visto.
O olhar que capta olhares e, a partir deles, entende a alma do povo que ali vive, seus anseios, gostos, modos de vida.

O olhar que descobre na paisagem seus elementos mais esplêndidos e mais singelos, que detecta o detalhe que escapa a olhos menos atentos.

O olhar que busca a alma, que transcende a primeira vista, a camada superficial.

O olhar de viajante, que, qual visão de raios X, quer adentrar o âmago de cada coisa, pessoa e lugar, saber mais, ver mais, entender de fato.
O olhar que percebe o pássaro por entre as folhas da árvore, que antevê o nascer da lua na mais leve luminescência surgida no horizonte.

Que atenta para o detalhe da pedra, da casca, da forma sinuosa da estrada.

Que repara no chapéu típico, no arreio, no cachorro fiel, na pachorra do gato de estimação, na luz de candeeiro a iluminar quadros de família.

Que presta atenção à fumaça do cozido, à mobília, ao entalhe, à porta antiga, à arquitetura de ontem e de amanhã.

Que percebe a modernidade, a contemporaneidade, a ancestralidade. O olhar que bebe a vida em sua fonte mais pura, que é o mundo e a paixão presente nas pessoas e lugares.
Esse olhar é fundamental a quem viaja. Um olhar capaz de desprender-se das coisas mesmas do dia-a-dia, capaz de sensibilizar-se, adaptar-se, sair do lugar comum para apreciar de fato um mundo novo que se descortina perante a visão do viajante. É esse olhar que faz toda a diferença entre um simples deslocamento e uma real e aprazível viagem.

Sem essa percepção, corre-se o risco de não ver o que há para ser visto, de não viver o que há para ser vivido.

Tantos são os que passam sem se dar conta do lugar.

Tantos são os que não conseguem sair de fato de si a ponto de entender a diversidade do mundo.

Felizmente, também, tantos há que sabem ver e viver, que olham o mundo com curiosidade, espanto reverente, admiração e respeito.

Gente que sabe olhar e para quem o mundo gratamente olha de volta e retribui com todas as nuances de sua mais singela e magnífica beleza.

*Paulo Eduardo Marcelo Ferretti é consultor em Turismo, mestrando em Ambiente e Sustentabilidade e mora em Cambará do Sul.

 

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