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Família

28/10/2013 09h33

Quando o mundo eletrônico vira vício

Sedução tecnológica atrai pessoas em larga escala, mas excessos trazem problemas à saúde

Por Nosso Bem Estar

MR. T IN DC/FLICKR/DIVULGAÇÃO/NBE
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Uso de smartphones afeta a concentração

A força da internet é cada vez maior. Mas nem sempre ela é positiva. A extrema valorização das Redes Sociais, até pela mídia impressa (as notícias sobre as rebeliões no Egito e todo o Oriente valorizaram mais o uso das redes sociais que os conteúdos das reivindicações, como se as revoltas tivessem acontecido pela força da internet e não por resistência aos sistemas políticos injustos e corruptos) glamuriza uma relação que está mostrando seu outro lado, o vício que provoca em seus usuários.

A nossa mente, sempre ávida por estímulos, é uma presa fácil das telas de todos os tamanhos que infestam a nossa vida atualmente. Os neurocientistas estão tentando entender pessoas que eles classificaram como os maníacos do celular, que têm sua sociabilidade e concentração afetadas por consultas frequentes à internet. De acordo com a revista ‘Personal Computing’, pesquisadores descobriram que usuários de smartphones estão desenvolvendo o que chamam de “hábitos de verificação” – olhar repetidas vezes o e-mail e outras aplicações como o Facebook e Twitter. As verificações, normalmente, duram menos de 30 segundos e são feitas com intervalo de 10 a 15 minutos.

Em média, os usuários pesquisados no estudo verificaram seus telefones 34 vezes por dia, não necessariamente porque realmente é necessária a verificação, mas por ter se tornado um hábito de compulsão. O novo vício pode afetar a sociabilidade do sujeito, bem como sua concentração, pois ao acessar o celular, a pessoa se distrai do que estava fazendo antes de desviar sua atenção para o smartphone. De acordo com o neurocientista da Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA), Loren Frank, o cérebro tem a sensação de prazer quando recebe um email. Uma vez que o cérebro se acostuma com esse feedback positivo, estender a mão para o telefone se torna uma ação automática e a pessoa nem pensa conscientemente. 

Agressividade e narcisismo

Um estudo conduzido na Universidade da Califórnia (EUA) mostrou que redes sociais, como Facebook, quando usadas em excesso, podem causar distúrbios psicológicos a adolescentes. Entre os sintomas, os pesquisadores notaram comportamento antissocial e agressividade. A pesquisa, divulgada pelo site ‘Science Daily’, foi realizado com 1.000 adolescentes norte-americanos digitalmente ativos. Do total, 300 jovens tiveram acompanhamento presencial por 15 minutos enquanto estudavam.

Entre os principais sintomas encontrados no estudo estão o aumento de dores de cabeça, problemas para dormir, agressividade, ansiedade, depressão, narcisismo e comportamento antissociais. Além disso, os estudantes que interromperam os estudos para conferir mensagens no Facebook (durante os 15 minutos em que eram monitorados) tiveram uma queda considerável na média das notas escolares. Desvio de atenção e baixo rendimento em leituras também foram diagnosticados.

Ajuda para se relacionarem

Por outro lado, o estudo concluiu que jovens introvertidos com dificuldade de se relacionar fisicamente encontram nas redes sociais exercícios que ajudam no relacionamento com colegas. A pesquisa também mostrou que a empatia dos amigos na web faz com que a autoestima dos jovens aumente, influenciando positivamente o humor.

Durante a apresentação do estudo “Poke Me: How Social Networks Can Both Hel and Harm Our Kids” (Cutuqueme: como as redes sociais estão ajudando e prejudicando nossas crianças), a professora de psicologia da Universidade da Califórnia, Larry Rosen, defendeu que a presença dos filhos na web deve ser acompanhada pelos pais e que medidas drásticas são pouco eficazes. “Se você acha que tem de instalar programas para monitorar seu filho você está perdendo tempo. Seu filho vai encontrar uma forma de burlar em minutos. Você tem que conversar com ele sobre quais tecnologia são apropriadas e quais devem ser usadas com mais frequência. Se estabelecer confiança, quando tiver qualquer problema com a web, ele irá conversar com os pais”, afirma Rosen.

 

Fonte: Jornal Bem Estar

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