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Crescimento pessoal

09/07/2020 08h00

Emoções na pandemia

Terapias têm ajudado muito a atravessar este momento de desafios

Por Nosso Bem Estar

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Emoções na pandemia

O signo de Câncer, que iniciou em 20 de junho e segue até de 22 de julho,  é fortemente ligado às emoções do mundo. Regido pela lua, é considerado um signo sensível e vulnerável, associado ao cuidado, ao lar e à casa.

Com a pandemia nos tornamos todos um pouco mais cancerianos. Todos (que podem) estão em casa e muitos com as emoções à flor da pele.

A forte angústia social acaba ainda mais incrementada pela falta da proximidade, do toque, da presença. O trabalho dos terapeutas tem se mostrado fundamental, mas mesmo para eles o momento tem sido de desafio, seja por conta da intensidade das emoções ou da necessária adaptação dos atendimentos através de consultas on line.

Quais as principais emoções presentes nesta pandemia?

O Nosso Bem Estar ouviu algumas terapeutas sobre o que elas vêm observando em seus atendimentos e também coletou com elas orientações e dicas fundamentais.

BUSCAR AJUDA

Com a experiência de 22 anos como terapeuta holística e formação em estudos avançados em psicologia transpessoal e terapias sistêmicas familiar, Rosemari Johan identifica o medo como uma das emoções mais presentes, ainda que não esteja consciente.

“O medo está por trás de uma série de sintomas e deriva  em insônia,  tensões corporais, ansiedade, raiva, impotência, isolamento, alienação ou perda de contato com a realidade. Também pode se manifestar na forma de bruxismo muito acentuado, enxaquecas, taquicardias, pressão alta ou rinite alérgica. Após o isolamento, identifiquei o aumento de ingestão de bebidas alcoólicas e da agressividade nos relacionamentos .

A nossa imunidade não depende somente do que comemos, bebemos ou de medicações. Depende de um equilíbrio corpo, mente espírito. Este é um momento de fazer uma reforma íntima. Olhar pra si mesmo e fazer a perguntar: o que preciso aprender e o que preciso melhorar com a nova situação? É hora de rever os valores.  Se não consegue fazer sozinho esta revisão ,  busque ajuda.  Buscar ajuda é um ato de coragem e não um ato de fraqueza como muitos pensam. Tem momentos na vida em que precisamos de alguém ao nosso lado para iluminar o caminho para encontrarmos soluções.”

AUTOCONHECIMENTO

O medo também é identificado como a principal emoção manifestada nos atendimentos da psicóloga transpessoal Gina Raquel Martin que atua na área há 33 anos. “Por conta dessa emoção manifestam-se sintomas como ansiedade, tanto a normal para essa situação quanto a ansiedade patológica, bem como o aumento da depressão, falta de esperança e de confiança.

“Percebo claramente que as pessoas que já vinham num trabalho profundo de autoconhecimento têm lidado de forma muito mais satisfatória com a situação. Elas conseguem se manter mais confiantes e com mais recursos internos para agir. Isso confirma a importância de nos conhecermos, já que as soluções estão dentro de nós.”

Gina Raquel Martin recomenda acima de tudo desenvolver a fé, manter a confiança em si e na vida. “Frente aos desafios da vida podemos nos fortalecer ou sucumbirmos. Por pior que possa ser uma situação, temos condições de lidar com ela com aceitação, foco e persistência. Aceitar a realidade que se apresenta é o primeiro passo para encontrarmos soluções. Enquanto estou brigando com o que está acontecendo, estou desperdiçando minha energia.”

MUDANÇA DE OLHAR

 “Vivemos um momento inesperado que mostra o quanto é importante a mudança de olhar perante nós e perante a vida. Uma mudança de valores. Frente a uma pandemia vemos uma ressignificação da importância do coletivo. Mas a pessoa precisa estar bem consigo mesma e com o entorno para poder estar ajudando o coletivo todo. É como as máscaras de oxigênio que caem no avião : primeiro coloque a sua para então ajudar a pessoa ao lado. Só posso ajudar alguém se o meu pilar, o meu suporte, está firme, está bom”, afirma a fisioterapeuta Alessandra Martini, que tem formação em Microfisioterapia Avançada e Leitura Biológica.

Alessandra observa na pandemia um aumento do número de pacientes com ansiedade e depressão e uma procura preventiva do tratamento por pacientes, mesmo aqueles sem uma queixa de dor ou doença. “As pessoas estão mudando seu olhar. Percebendo o quanto a saúde é fundamental como pilar de equilíbrio de corpo mente e espírito”.

ORAÇÃO E GRATIDÃO

“As famílias estão discutindo mais, estão brigando mais, estão sofrendo porque estão se apagando. Estão perdendo as esperanças. Estão com medo. Não existe medo onde existe alegria, amor e esperança. Pra combater o medo é preciso ter fé”, ensina a terapeuta Sílvia Mari Bavaresco, que mantém lives permanentes nas redes sociais, com seguidores fieis em todo o Brasil, Portugal e Estados Unidos.

 “Sinto que é um momento que o universo – Deus – está nos oportunizando para fortalecer a nossa fé. Porque para ter coragem vivacidade, vitalidade, eu preciso ter Fé. Tenho indicado muito orar e agradecer. Se a gente não conversar com Deus, mesmo que de forma singela,  para resgatar a esperança e os sonhos, o sol dentro da gente se apaga e a vida começa a ficar cinza. A gente tem que dar um jeito de fazer o sol brilhar”.

Sílvia se identifica como “alquimista” já que combina em seu trabalho o uso de florais, aromaterapia e ervas, entre outros recursos. Para este momento, ela recomenda trabalhar muito a energia do chakra básico que conecta nossa sensação de segurança, de aterramento e firmeza. “Ele nos dá coragem e confiança e portanto Fé. E, mais do que tudo, precisamos resgatar nossos sonhos”, ensina.

“Meu trabalho como terapeuta mudou nessa pandemia. Sinto que dei um salto na minha espiritualidade. Me sinto muito melhor e mais equilibrada do que antes. Isto tem me fortalecido muito e ajudado outras pessoas a lidarem com suas emoções e suas dificuldades.”

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