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Família

12/12/2019 08h00

Histórias de NATAL

Para que a gente não esqueça o verdadeiro espírito das comemorações natalinas!

Por Elisa Dorigon

Nosso Bem Estar
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Histórias de Natal

O “corre-corre” é imenso, há uma certa aceleração no ar. O ano está no fim e o Natal se aproxima. O que faremos no dia 24? Onde vamos reunir a família? Como vamos lidar com os desentendimentos nutridos ao longo do ano em virtude das últimas eleições? Não será um período fácil, mas ao invés de focarmos unicamente nas compras para a ceia, estoque de comidas e bebidas, quem sabe tentamos nos alimentar do verdadeiro espírito natalino?

O Natal é uma festa religiosa que celebra o nascimento de Jesus Cristo, figura central do Cristianismo, que estipulou a data no ano de 350 (século IV). Dizem que começou a ser celebrado para substituir a festa pagã da Saturnália, que acontecia de 17 a 25 de dezembro. A substituição foi uma iniciativa usada para facilitar a aceitação do cristianismo entre os pagãos. Já a Bíblia, não menciona a data exata em que Jesus nasceu.

Se seguirmos os princípios cristãos, o Natal deveria enaltecer em nós as mensagens e ensinamentos de Jesus: aproximar as pessoas, amar ao próximo, perdoar, não julgar, fazer o bem, ter compaixão e ajudar os necessitados.  

Neste sentido, comer e beber em abundância, gastar exageradamente em presentes, festas e decorações, não estão, exatamente, em sintonia com os princípios que deram origem às comemorações natalinas.

Não seria mais legal aproveitarmos este período para refletirmos, internamente, sobre seu verdadeiro significado?  Quem sabe este ano a gente possa fazer um Natal diferente? Ainda dá tempo!

Com a palavra, eles...

O espírito de Natal pode ser vivenciado de diversas formas. Alguns leitores dividiram suas experiências com a gente.

" O Natal do Consultor do Sindilojas Hortênsias, Alex Marques, vai ser diferente este ano: “Meu Natal vai ser especial porque este ano eu e minha esposa fomos agraciados com um presente lindo. Após duas gravidezes serem interrompidas pelo destino, sempre surge a dúvida de uma nova tentativa e, graças à Deus, ele nos enviou uma princesinha linda, a Aisha, que uniu muito mais a nossa família. Na véspera do Natal nosso anjinho completará quatro meses de vida tornando nosso Natal um momento único e inesquecível”.   

Alex Marques -  Consultor do Sindilojas
 

"O ano era 2014. Eu chegava à Serra Gaúcha pela primeira vez. Ali, decidi onde viveria pro resto da vida: Canela. 2015 e 2016 foram anos de intenso planejamento pra realizar este sonho... O ano era 2017! Eu vivia um período muito depressivo. No dia em que pensei em desistir de tudo, caiu nas minhas mãos a propaganda do 30o Sonho de Natal de Canela cuja temática era “Siga a tua Estrela”. Entendi o sinal claro do Universo e movi mundos e fundos pra enfim chegar aqui. E cheguei. Meu primeiro Natal então foi o 31o, cuja temática era “O brilho no teu olhar”. Sim... Nunca meus olhos brilharam tanto na vida quanto ao mudar de CEP. Hoje, rumo ao meu segundo Natal in loco, vejo que as temáticas “escolhidas” nada mais são do que o meio mais lindo da Espiritualidade Maior conversar comigo. “A Fábrica de Sonhos” é a bola da vez. E acho que, por motivos óbvios, assim sempre será... Eu não paro mais de sonhar - e de realizar - por aqui!!!

Maria E. Novaes - Terapeuta e Escritora
 

"O fato que me encanta muito é a virada da meia noite no Natal, visto que no dia 25 de dezembro comemoro o meu aniversário, as lembranças são inúmeras da minha infância, adolescência e hoje da fase adulta, cada ano foi diferente e especial, a alegria de minha família em cantar os parabéns para você, os abraços recebidos, mensagens e telefonemas é de fato um momento esplendido para agradecer e celebrar a vida, momentos que lembro sempre são as festas com os amigos que passávamos após o Natal de todos com a família, nos reuníamos e depois íamos ao clube festejar muito e hoje sem dúvida a alegria nos olhos de minha esposa Juliana e meus filhos Vitor e Caio!

GABRIEL SCHULLER - hoteleiro, gerente SESC Gramado.

 

"A os quase três anos,  Pedro  chegou para mim. Gerado no coração. Disseram-me os médicos: ele tem microcefalia e traços de autismo. Você realmente ficará com ele? A expectativa de vida  é até os sete Anos. Terá muita dificuldade para andar. Não falará direito. Não conseguirá conviver em sociedade. A coordenação motora será bem falha.  Disse Deus: faça a sua parte!  E o Pedro: fala, anda, escreve, 21 anos, convive em sociedade, faz caminhadas sozinho, ouve música, sonha em ser cantor, dorme sozinho, toma o remédio Diario, faz a pipoca no microondas, come com garfo e faca. Usa hashi. É mais educado que a maioria dos adolescentes que conheço. Frequentou a escola de forma social até o nono ano.  Não é o gênio da matemática, mas tem memória fotográfica. E agora, anda a cavalo, e hoje, pulou o seu primeiro obstáculo ( graças ao Pai, que contra a minha vontade, resolveu colocá-lo no hipismo )ele está lá há um mês. Pois bem, pequenos gestos de bondade, mudam o mundo. Nossa opinião não vale nada, nossas atitudes, sim! Compartilho  este texto , apenas com o intuito de dizer que nada é definitivo. Que tudo muda o tempo todo. Para que os pais com filhos especiais não desistam. Que não é fácil. Que dá vontade de desistir, de chorar, de ficar triste com Deus. Que o preconceito dói. Mas que na verdade, é apenas uma forma da espiritualidade nos mostrar, que todos nós somos especiais para alguém. E para dizer: nunca desista! A gratidão é a memória do coração.

Nina Lee Magalhães -  Professora e Psicanalista
 

"Meu nome é Nelse Helene, sou de São Francisco de Paula a minha amada e velha São Chico, não vou falar minha idade, mas posso dizer que sou filha, mãe de dois lindos rapazes e mãe de uma mocinha e também avó e sempre estou muito presente nos três quisitos, Sou a filha mais velha de quatro irmãos, somos em três meninas e um menino Então, a  vida naquela época não era muito fácil, meus pais sempre fizeram o melhor e nunca nos faltou nada,  quando eu era criança sempre ficava muito feliz com tudo que eu ganhava, mas brinquedo era artigo muito raro, geralmente ganhávamos carrinho, bola, no máximo um fogãozinho e umas panelinhas, mas eu não gostava muito, gostava mesmo era do carrinho e da bola, um dia depois do natal via aquelas meninas exibindo suas bonecas, mas nunca liguei e também não lembro de ter pedido uma, mas lembro que eu ficava muito contente com tudo o que ganhava, adorava as surpresas, ficava a madrugada escutando o barulho para ver se  o Papai Noel chegava, lembro que em um dos Natais  eu e minhas irmãs ganhamos uma caloi para dividir entre três, foi uma festa. Mas a minha história mesmo e é bem estranho, No Natal em que eu estava com 7 anos, minhas irmãs e eu ganhamos um presente diferente, advinha... Uma linda boneca, a de minha irmã caçula, era pequena devia ter uns 30 cm, parecia uma indiazinha, linda, a de minha irmã do meio era do mesmo  tamanho que a minha uns 60 cm e o esquisito mesmo é que a minha única filha me lembra ou seja é igual a minha bonequinha e geralmente à chamo assim, minha bonequinha, meu presente de Natal pra toda a eternidade!

Nelse Helene Nascimento -  recepcionista

 

"Minha lembrança de natal mais bonita na verdade, envolve alguém que já não está mais entre nós. Minha amiga Beth, com quem eu já tinha feito vários trabalhos assistenciais, aceitou o meu pedido para trazer um papai Noel na noite de natal em minha casa.  Minha neta, com três anos, estava apaixonada pelo velhinho. Claro que a Beth me cobrou  ( um kit de alimentos para ser doado em um dos projetos que ela sempre estava envolvida).  Negócio acertado,alimentos doados, com prazer, na instituição que ela determinou, agora aguardar a presença do senhor de barbas brancas que viria trazer a boneca desejada. Na hora combinada, ouvimos um som de gaita na rua e, para nossa surpresa, papai Noel chegava tocando, e acompanhado da mamãe Noel que  cantava lindas canções de natal. Minha neta,  e todos os adultos presentes, emocionada sentia este toque mágico, que o natal tem, que é amor, fraternidade e gentileza. O melhor presente daquela noite foi uma cartinha, em que entre outras orientações, estava escrito: “Nunca use drogas”! Nossa amiga nos deixou no ano seguinte. Porem, todo o amor que ela   plantou  certamente está vivo nos corações de quem a conheceu.

Elyane Hauser – Empresária e terapeuta

 

"Tenho muitas saudades do Natal na minha infância, foram natais maravilhosos e tenho somente recordações boas. Lembro do meu pai comprando o pinheiro natural e todos em casa ajudando a enfeitar e montar o presépio com barba de figueira e enfeitar a casa e jardim com muitas luzinhas... Minha família era grande, vinham parentes para nossa casa onde todos se reuniam e eu , meus irmãos e primos aguardávamos ansiosamente pelo papai Noel com o saco de presentes chegando com sua bengala batendo no chão, apesar de sentirmos muito medo dele quando chegava. Mas o que mais me recordo não eram os presente e sim a alegria, a bagunça o sorriso as conversas soltas e a união que tínhamos em família.  Mesa cheia, com fartura sim, mas com simplicidade, onde meu pai reunia todos em volta da mesa antes da ceia para fazer a prece, agradecendo tudo que tínhamos e orando por todas as famílias que não tinham a mesma oportunidade que nós e nos lembrando sempre do significado do Natal e isto ficou gravado no meu coração.  Hoje tento trazer isso para minha família e meus filhos, lembrar o significado do Natal, agradecer e valorizar a união da família antes dos presentes, tão incentivado nesta época do ano. Essa é a minha maior e mais bela recordação que tenho do Natal e da minha família!

Nina Rosa Coimbra - Terapeuta Ocupacional

 

"Quando as festas de fim de ano se aproximam, emoções e sentimentos antagônicos surgem em meu coração e na minha mente Alegria e tristeza; euforia e depressão; lembrança e saudade; compaixão e melancolia; multidão e solidão; empatia e negligência; presença e ausência; fé e dúvida.

Enfim, um período do ano onde o vazio deixado por aqueles que tanto amo e sou grata e que já estão em outra dimensão, surgem como que materializados na minha frente. A ausência das suas presenças na minha vida se intensifica e isso comprova o quanto esses seres de luz foram marcantes na minha construção e permanecem intrínsecos na minha vida.

É um período de reflexão, mudança, aceitação, mas principalmente para reconhecer a bondade de Deus em ter ofertado ao mundo o seu filho Jesus como instrumento para ensinar ao homem a amar a si mesmo e ao próximo. Sempre me reporto à família de Nazaré, Jesus, Maria e José, como exemplos de valores a serem seguidos e proclamados. Para mim isso representa as festas de final de ano. Feliz Natal! Feliz Novo Ano!

Maria Helena Dreschler  de Oliveira – Diretora do Centro de Cultura de Gramado

 

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