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Família

16/10/2019 08h00

Qual a melhor Escola para meu filho?

Conheça sete metodologias de ensino antes de escolher a escola ideal

Por Dinoráh Haollich

Nosso Bem Estar
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Qual a melhor Escola para meu filho?

Está próximo o momento  para renovação de matrículas ou de escolher uma nova escola para seu filho; daí a importância de conhecer e saber diferenciar as principais metodologias/linhas pedagógicas de ensino adotadas pelas diversas escolas em nossa região.

Ao escolher a melhor escola para matricular seus filhos, é preciso conhecer o que estimula a atenção do(a) seu filho(a), como tais métodos são aplicados na prática e entender os objetivos das atividades propostas ao longo do ano letivo para apoiar, também em casa, a formação do aluno.

 

Tradicional – Foca no conhecimento e ensina conteúdo.  Se espalhou pelo mundo no século  XVIII com o objetivo de universalizar o acesso ao conhecimento. O professor é figura central e o responsável pela transmissão do conhecimento, mesmo que se utilize de computadores como recurso de aprendizado;  possui grande preocupação com o ingresso na universidade ao fim do Ensino Médio. Rigidez quanto a normas e conduta disciplinar. O ensino das disciplinas é feito de forma uniformizada e sistematizada, e a avaliação, feita normalmente por meio de provas, tem como objetivo mensurar quanto do conhecimento transmitido foi memorizado .

Comportamentalista - O principal objetivo desta linha pedagógica, é  moldar o aluno conforme as necessidades sociais, fazendo com que ele adquira comportamentos desejados. Isso é feito com controle do professor e mensuração dos resultados através da avaliação da técnica e dos processos utilizados. O ensino é planejado e os materiais didáticos programados e controlados. A avaliação é feita por meio de provas como na linha tradicional e os resultados, recompensados.

Educação Libertadora – Também conhecida como Método Paulo Freire,  tem  base humanista por pautar a educação como um ato criador na medida em que oportuniza o  desenvolvimento da autonomia no aprendizado, criticidade e capacidade de decisão. Essa postura implica em ouvir o aluno para que ele possa entender o mundo por meio do conhecimento. Segundo Freire, o conhecimento faz sentido para o estudante quando o transforma em sujeito que pode transformar o mundo. Bom senso, humildade, tolerância, respeito, curiosidade são alguns dos princípios defendidos por essa corrente. Este método não prevê provas, mas a escola pode ter avaliações.

Sócio-interacionista – É a que norteia as escolas da Rede Estadual de Ensino em Santa Catarina e a grande maioria das redes municipais entendendo o ensino como processo social. Foca em atividades de grupo, na linguagem e no relacionamento interpessoal. Para o psicólogo bielorusso Lev Vygotsky, o teórico do Sociointeracionismo, o desenvolvimento intelectual é construído através das interações com o meio social em que se encontra e da relação com outros indivíduos. Nesse caso, “o homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem”. A avaliação é aplicada por competências e sobrepõe os aspectos qualitativos sobre os quantitativos. O aluno é avaliado ao longo de sua vida escolar... o que ele já sabe, o que aprendeu em aula e como coloca em prática aquilo que aprendeu. Ou seja, leva em consideração não só os conhecimentos adquiridos (notas), mas também as habilidades e as atitudes desenvolvidas e sua transformação.

Construtivista - As escolas que seguem  os princípios construtivistas de Jean Piaget – organizam a aprendizagem de acordo com as etapas do desenvolvimento mental. Cada estudante é visto como alguém com seu tempo pessoal  de aprendizado... Priorizam atividades que levam o estudante  a desenvolver sua autonomia,  aprendendo a aprender. O conhecimento é ativamente construído pelo aluno e sua vontade de aprender e não recebido passivamente do professor ou do ambiente. O professor tem o papel de orientar os alunos para a aprendizagem criando situações em que o estudante seja estimulado a pensar e a solucionar os problemas propostos. Há trabalhos individuais e em grupo, provas e, se necessário, reprovação nessas instituições. No construtivismo a principal meta é estimular pessoas capazes de descobrir, criar e fazer coisas novas e não repetir o que as outras gerações fizeram. A segunda meta é formar mentes que tenham condições de criticar e não aceitar tudo que lhes é proposto.

Waldorf  (Antroposófica) - Busca o desenvolvimento integral da criança. No ensino infantil, há ênfase em artes e em trabalhos manuais e corporais. A imaginação é estimulada por meio de brinquedos simples, pouco estruturados, produzidos quase sempre com sucatas ou material natural, como madeira e tecidos. De todas as linhas pedagógicas, a Waldorf, desenvolvida pelo filósofo Rudolf Steiner em 1919, é provavelmente a que exige mais engajamento por parte dos pais, inclusive na gestão da escola. Os alunos são agrupados por idades e não por séries, portanto não há o conceito de “repetir de ano”.  No começo da vida escolar, existe uma preocupação muito grande para que a criança não pule etapas do seu desenvolvimento, como, por exemplo, ser alfabetizada antes dos sete anos de idade. A visão é holística, visando integrar os aspectos físico, emocional e espiritual do aluno.  A avaliação dos alunos é baseada nas atividades diárias e envolve habilidades sociais e virtudes como interesse e força de vontade. O objetivo é formar um adulto equilibrado e seguro de si e de seu propósito de vida.

Montessoriana - Método de ensino desenvolvido pela médica e educadora italiana Maria Montessori se baseia na premissa de que a melhor maneira de se descobrir e aprender é através da experiência prática e da observação. A criança deve  buscar  por si mesma sua auto-formação e construção do seu conhecimento. O foco dessa linha busca respeitar o ritmo de cada criança e o papel do professor é guiá-la e orientá-la, propondo atividades motoras e sensoriais e removendo obstáculos ao aprendizado. As salas de aulas montessorianas tem poucos alunos (em média 20 por turma) e  diversos materiais de estímulo. Para auxiliar na aprendizagem, Maria Montessori criou vários materiais como o Material Dourado, composto por cubos, placas, barras e cubinhos, que têm o objetivo de facilitar o entendimento das operações matemáticas. Outras características são a disposição circular das classes em sala de aula, as prateleiras com jogos pedagógicos acessíveis aos alunos e materiais sensoriais que estimulam os sentidos. Podem ter provas ou não, de acordo com a escola. Quando não há provas, a avaliação é feita a partir dos registros que o professor tem sobre a produção do aluno.

Aqui você conta com um simples compilado de algumas das linhas pedagógicas/ métodos educativos. Você precisa estar atento: não entenda esta lista como uma descrição exata do que acontece em escolas com essa denominação. Há muitas nuances e, além disso, muitas escolas costumam aplicar uma combinação de duas ou mais dessas teorias.

Vale lembrar que não há um método mais eficaz do que os outros por excelência. Cabe aos pais avaliarem qual estilo que se adaptará melhor às necessidades do seu filho, em cada etapa de sua formação. Uma dica: se ele estiver feliz, satisfeito, interessado em ir à escola e em aprender, contando coisas positivas com entusiasmo, é um sinal de que sua escolha foi assertiva!

Dinoráh Haollich - Pedagoga

Fonte Cristiane Rogerio  https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Escola/noticia/2013/02/escola-entenda-os-tipos-de-linhas-pedagogicas.html
 

A educação é responsabilidade dos pais, ensino é responsabilidade dos professores a aprendizagem depende do desejo do aluno.” Rogério Joaquim

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