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Família

07/08/2019 08h00

Pai 2.0

O novo perfil dos homens do século XXI

Por Nosso Bem Estar

Nosso Bem Estar
Picsea eqltydzrx7u unsplash(1)

Pai 2.0

Ao observar a dinâmica de muitas famílias, percebe-se que o comportamento masculino dentro de casa está mudando. Cada vez mais, os pais participam ativamente na criação dos filhos e nas tarefas domésticas.

Se, antigamente, essas situações eram vistas como obrigações apenas da mulher, hoje em dia, muitas pessoas já entendem que as responsabilidades precisam ser compartilhadas para que a família consiga ter um desenvolvimento saudável e feliz.

Esse novo perfil de pai é essencial para uma sociedade igualitária e contribui significativamente para o desenvolvimento da criança. Por isso, é necessário que a paternidade se torne cada vez mais participativa.

Aproveitamos a proximidade com o Dia dos Pais para propor uma reflexão sobre o assunto e falar sobre a importância dos pais na vida dos filhos. Acompanhe.

Participação desde a gestação 

Embora o homem não sinta as mudanças no corpo e o crescimento de um filho no ventre, o papel do pai durante essa fase deve ir além de um simples telespectador que aguarda o nascimento.

Os pais podem fornecer total apoio durante a gestação, acompanhar as consultas de pré-natal, realizar cursos e se preparar para a receber e cuidar do filho que está chegando - e das mudanças que isso resultará na família.

No momento do parto, a presença masculina também é significativa. O envolvimento dos homens durante o nascimento pode aumentar a ligação com os filhos, já que gera uma carga emocional intensa. Além disso, algumas pesquisas indicam que a presença do pai pode influenciar positivamente no trabalho de parto.

Diante de tamanha importância, foram criadas leis e campanhas que estimulam a presença dos homens no momento do parto. No Brasil, em 2005, entrou em vigor a Lei do Acompanhante, que permite que toda parturiente do Sistema Público de Saúde tenha um acompanhante durante o parto e após o procedimento.

Você, provavelmente, já deve ter visto algum filme antigo ou novela de época em que o homem ficava do lado de fora do quarto na espera do nascimento do filho, não é mesmo? No entanto, atualmente, a realidade é outra, e muitos pais acompanham de perto esse momento importante na vida da família.

Esse é o primeiro passo para uma jornada longa e intensa. Após o nascimento, a família ganha uma nova dinâmica e é preciso adequar a rotina às necessidades de um recém-nascido. Porém, muitas vezes, os compromissos profissionais não permitem que os pais acompanhem integralmente os primeiros meses de vida do bebê.

Uma pesquisa do relatório Situação da Paternidade no Mundo 2019, divulgada pela organização Promundo e feita em sete países, entre eles Brasil, Argentina, Canadá e Japão, mostrou que 80% dos pais gostariam de se envolver mais nas primeiras semanas de vida dos filhos, biológicos ou adotivos. Entretanto, algumas barreiras impedem isso. A falta de licença paternidade adequada e a falta de segurança econômica são algumas delas.

A licença paternidade no Brasil é de 5 dias, com uma extensão de 20 dias para empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã. O período ainda é reduzido, mas é considerado um avanço, e quem sabe pode se tornar um dos primeiros passos para uma licença mais extensa, como acontece em países desenvolvidos — na Suécia, por exemplo, é aplicada uma licença parental, dividida entre os pais, e o homem deve ter, no mínimo, 90 dias para o cuidado com os filhos.

Embora a licença por aqui seja curta, é importante que os pais utilizem esse período com qualidade para acompanhar os primeiros dias de vida do filho, criar laços afetivos, apoiar a parceira na amamentação e dividir os cuidados com o bebê. 

A importância de ser um pai presente

A relação carinhosa com o filho influencia no bem-estar e no desenvolvimento em diversas áreas, o que resulta em mais autoestima, habilidades sociais, melhor desempenho escolar, entre outros benefícios.

A relação deve ir além de questões financeiras - e o novo perfil de pai já percebeu isso, e está cada vez mais participativo. Não é difícil conhecer pais que brincam e realizam os cuidados diários com os filhos: dão banho, alimentação, colocam para dormir, contam histórias, apoiam as lições de casa, comparecem nas reuniões escolares etc. Todas essas situações criam um vínculo sólido e são positivas para pais e filhos.

Outro ponto importante é a paternidade ativa na divisão das tarefas domésticas, o que diminui a carga sobre as mães e contribui para a manutenção de um ambiente saudável.

Um estudo elaborado pelo Instituto Ipsos Mori, no Reino Unido, mostrou que os homens estão compartilhando mais as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos. A pesquisa foi feita com cerca de 18 mil pessoas em diversos países, e 70% dos entrevistados afirmou que houve um aumento nas responsabilidades dos pais com as atividades dentro de casa.

Situação parecida foi constatada por um estudo apresentado no Congresso de Psicologia do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), em Lisboa. De acordo com os pesquisadores, os homens passaram a assumir mais responsabilidades no dia a dia dos filhos, fornecendo cuidado, apoio emocional e estímulo às crianças.

Quando o Dia dos Pais surgiu no Brasil, na década de 50, o comportamento paterno era bem diferente dos dias de hoje. O homem era visto como provedor do lar e se envolvia pouco da vida dos filhos. Entretanto, as mudanças na sociedade e a maior inclusão das mulheres no mercado de trabalho ao longo dos anos contribuíram para uma transformação nesse papel.

Atualmente, o Pai 2.0, ou o pai moderno, faz questão de ter uma participação ativa na criação das crianças, buscando um equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar para acompanhar o desenvolvimento dos filhos, vibrar diante das realizações deles, oferecer proteção, apoiar em momentos de frustrações, brincar, estar presente em algumas das refeições, entre outros acontecimentos do dia a dia. Tudo isso contribui para que pais e filhos tenham uma relação mais saudável, feliz e duradoura. 

Muitos pais já aplicam esses e outros comportamentos em seu dia a dia com os filhos. Mas vale lembrar que não há um perfil de pai ideal, e as famílias devem se adaptar de acordo com as suas características e realidade: o essencial é estar presente e oferecer apoio e afeto às crianças.

Dicas para a paternidade ativa

  • Evite distrações no tempo com os filhos, como celular e TV; 
  • Não pense que o cuidado com os filhos é obrigação da mãe. É preciso ter uma participação ativa e não ser apenas um ajudante;
  • Dê atenção às necessidades de seu filho;
  • Divida as tarefas domésticas; 
  • Procure estar presente em consultas médicas e vacinas;
  • Eduque sem gritos e ameaças;
  • Celebre as vitórias de seus filhos;
  • Participe de reuniões e apresentações escolares;
  • Leia para as crianças;
  • Estimule seu filho com jogos e brincadeiras; 
  • Escute as crianças com atenção;
  • Demonstre afeto. 

 

 

 

 

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