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Bem-estar

07/03/2019 08h00

Ser ou não ser feliz

O jornalista gaúcho Juremir Machado fala sobre seu novo livro “Ser Feliz é tudo que se quer”, que reúne reflexões de 35 pensadores sobre esse sentimento

Por Filipe Marcel

Nosso Bem Estar
Juremir

Ser ou não ser feliz

Ser feliz é tudo que se quer. A frase extraída da música “Paixão”, da dupla Kleiton e Kledir, serviu de inspiração para Juremir Machado batizar o seu mais novo livro “Ser Feliz é tudo que se quer”, lançado em janeiro, em Porto Alegre. A obra é resultado de uma pesquisa que reúne 35 perfis de grandes filósofos, escritos de maneira bastante direta e simples, e o que eles disseram sobre esse sentimento. Juremir, que também é radialista, sociólogo e professor universitário, aproveitou de sua experiência no jornalismo para selecionar pensadores de todos os períodos da história e investigar o que é essa tal “felicidade”. Na entrevista a seguir, ele fala sobre o que o motivou a explorar esse tema e revela para o Jornal Nosso Bem Estar qual é a fonte da sua alegria.

Nosso Bem Estar – O que é felicidade para você?

Juremir Machado – Felicidade é sentir-se bem consigo e com o seu mundo. É um termo genérico para viver bem, estar bem consigo mesmo, sentir-se, em algum momento, realizado. De modo geral, é sentir-se bem no seu papel e naquilo que se faz. É um estado de equilíbrio na instabilidade da existência.

NBE – O que deixa o seu dia mais feliz? 

JM – A felicidade depende de muitos aspectos, inclusive orgânicos, físicos e psíquicos. Estou feliz quando meu corpo e minha mente funcionam em sintonia, sem discrepância. Felicidade para mim é criar.

NBE – O que o levou a escrever sobre esse tema?

JM – Cheguei à conclusão tardia que a felicidade, como definição de viver bem, é o tema mais importante de uma filosofia do século XXI. Kant enunciou questões como: o que podemos saber, o que devemos fazer, o que podemos esperar, o que é o conhecimento? Modestamente, acho que devemos sempre perguntar: o que é a felicidade? O conhecimento deve servir ao bem viver, logo, à felicidade. Os gregos pensavam assim.

NBE – Que análise você faz dos países mais felizes, começando pela Finlândia, que apareceu no primeiro lugar no ranking no ano passado?

JM – Não tratei disso no meu livro, mas, de qualquer maneira, a igualdade contribui para o bem viver social. Não basta, mas ajuda! Pode-se viver num país igualitário e se ter depressão por alguma disfunção cerebral, por exemplo. A felicidade depende de fatores complexos e associados.  O homem pode interferir na produção desses fatores diminuindo a desigualdade social, aumentando as oportunidades de vida melhor para todos, desconcentrando riqueza e ampliando liberdade.

NBE – Na sua opinião, o nosso governo deveria criar condições melhores, assim como fazem esses países que aparecem no topo da lista, e assumir a responsabilidade de melhorar a vida das pessoas? 

JM – Sem dúvida. Governos existem para isso. Deveria existir um coeficiente de infelicidade provocada pela inépcia dos governos. Eles não devem entregar felicidade pronta, nem prometer que produzirão felicidade, mas têm a obrigação de remover fatores materiais que contribuem para a infelicidade.

NBE - Existe uma fórmula para a felicidade?

JM – Existe! Equilíbrio entre ousar, não se deixar dominar pelas paixões, não viver de maneira árida, correr atrás dos sonhos, não viver só de sonhos, desejar e não se tornar escravo dos desejos. Fácil!

 

 

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