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Família

14/02/2019 08h00

Ser Solidário: Uma Necessidade Do Ser Humano

A ajuda desinteressada nos recompensa com o prazer de contribuir para a felicidade de nossos semelhantes, além de nos dar o prazer de contribuir com a melhoria da sociedade.

Por Henrique Alonso

pixabay
Solidariedade 1

A ajuda desinteressada nos recompensa com o prazer de contribuir para a felicidade de nossos semelhantes

O ser humano é dotado de uma infinidade de sentimentos, dentre os mais nobres identificamos o da solidariedade. Ela se traduz na motivação de ajudarmos uns aos outros quando se percebe que o próximo (as vezes nem tão próximo assim) se encontra em momentos difíceis. Quem nunca tomou conhecimento de histórias admiráveis de indivíduos que se desdobraram para salvar vidas, na maioria das vezes de pessoas que nunca viu?

Em casos extremos a solidariedade se traduz num fenômeno coletivo de preservação da espécie e canaliza nosso afeto às pessoas. A esse fato pode-se denominar de empatia, de caridade ou amor ao próximo. Em suma, quem pratica a solidariedade experimenta a sensação indescritível de bem-estar e plenitude que só o dedicar de um tempo em benefício do outro proporciona. Quem recebe um ato solidário conquista benefícios, obviamente. Mas quem se dispõem a ofertar momentos de afago, carinho, matar a fome, tratar a saúde ou amenizar o frio dos outros ganha ainda mais. Pesquisas revelam que trabalhos voluntários altruístas estimulam a alegria, aliviam as tristezas e aumentam a imunidade do corpo as doenças. A solidariedade beneficia ambos os lados.

Infelizmente vivemos tempos em que somos estimulados ao individualismo, o culto do eu impera cada vez mais em que muitas vezes não percebemos o nosso entorno e direcionamos os nossos esforços somente para as nossas conquistas pessoais. Somado a essa questão, as diferenças sociais, de renda, de acesso a informação acirram a divisão humana: aqueles que vivem na pobreza extrema e aqueles que tem muito mais do que precisam. Acabamos por não nos dar conta que graças as ações e projetos de solidariedade, seja de instituições do terceiro setor, seja de pessoas físicas, os efeitos das desigualdades sociais são minimizados. Ora, se uma expressiva parcela da população começar a enfrentar a fome de forma acirrada, esta vai desesperadamente se mobilizar para conseguir alimento o que poderá causar o caos na sociedade quando ela se dirigir a parte que tem acesso. A solidariedade é muito mais do que a capacidade de ajudar o outro, ela é um agente de pacificação e restauração da esperança no ser humano.

Ela pode se manifestar de várias formas. Seja motivada por uma tragédia, seja em forma de trabalho voluntário ou até mesmo no dia a dia no trato com as pessoas. E esta prática cria uma corrente, pois quem vê uma atitude deste tipo pode vir a se motivar a fazer parecido, contribuindo para construção de um mundo menos agressivo e desigual e principalmente mais justo e igualitário entre os povos. E quem se sente mais solidário acaba por expressar mais satisfação pela vida e desenvolve maior capacidade em lidar com as dificuldades do dia a dia. Em geral essas pessoas se tornam mais felizes e encontram sentido a sua existência.

A nossa sociedade evoluiu a ponto de entender e conceber uma solidariedade e/ou caridade libertadora que vai além de contemplar as necessidades pontuais. Tanto que muitas entidades sociais, a exemplo das Cáritas do Rio Grande do Sul, entenderem que além de atender uma necessidade de um grupo menos favorecido, é possível prepara-los e empoderá-los para serem autônomos e garantirem o próprio sustento. Tudo isso para que eles não dependam unicamente do estado e daqueles que estão dispostos a ajudar. A exemplo estão os grupos de economia popular solidária, que agregam quem não tem trabalho para se capacitar para gerir um negócio desde o fornecimento de um produto ou serviço até a dividir os lucros para que todos ganhem e possam se manter.

Do ponto de vista espiritual e religioso, acredita-se que a prática do amor ao próximo salva a alma. Mas muito além disso, a ajuda desinteressada também reflete na identidade pessoal e social. Não só aumenta a autoestima e nos recompensa com o prazer de contribuir para a felicidade de nossos semelhantes, como nos dá o prazer de contribuir com a melhoria da sociedade. Enfim, percebemos que somos um conjunto de seres pequenos unidos em prol de algo maior e que a solidariedade nos transcende como protagonistas na evolução social de um mundo que pode ser cruel, mas que se empregarmos um pouco de energia seremos capazes de melhorá-lo melhorando-nos a nós mesmos.

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