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Crescimento pessoal

06/02/2019 06h00

A intuição nos fala

Não importa se a chamamos de palpitações, sensações viscerais, impressões ou sonhos, tudo é a mesma coisa: intuição, que nos fala e nos proporciona compreensão e conhecimentos para nos ajudar a tomar boas decisões.

Por Mona Lisa Schulz

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Não importa se a chamamos de palpitações, sensações viscerais, impressões ou sonhos, tudo é a mesma coisa.

 

A intuição nos fala quando percebemos diretamente fatos que estão fora do alcance normal dos cinco sentidos, e com independência do processo racional. Segundo a definição de M.R. Wescott, a intuição é “o processo de chegar a conclusões acertadas com base em uma informação insuficiente”.

A palavra “intuição” vem do latim intueri, que significa olhar para dentro. A intuição é algo que vemos, ouvimos e sentimos dentro de nós, uma linguagem interna que facilita a percepção e a compreensão. Como tal, é muito mais imediata que um reconhecimento do todo, que se baseia em informação externa.

É certo que o reconhecimento do todo pode ser parte importante da intuição, que provém do lado direito do cérebro. Mas a intuição vem, na realidade, de toda a rede e de todo o elenco de personagens presentes no cérebro e no corpo. De modo similar, as lembranças e experiências - tanto as armazenadas no cérebro como as codificadas nos órgãos do corpo - têm uma função essencial na compreensão intuitiva. Mas a sensação inicial, essa primeira sensação visceral que se tem quando a intuição age, é outra coisa.

A intuição nos estimula a sermos criativos em nossa vida e em nossa forma de vê-la. Na maioria de nós, o primeiro passo para escutar a linguagem da intuição é que estejamos dispostos a aceitar outro modo, aparentemente ilógico, de perceber e receber a informação. Este é um problema para muita gente. O fato de que a natureza e a origem da intuição sejam tão misteriosos, e não totalmente racionais, faz com que a maioria das pessoas desconfiem da intuição ou não acreditam nela.

Mesmo no caso dos que creem na intuição, tendem a pensar que é uma capacidade especial, pouco comum, que só um pequeno número de pessoas raras possuem. Consideram-na uma espécie de poder místico. A palavra “místico” tem fortes conotações de espiritualidade e separação. Usá-la em relação à intuição colocaria a pessoa intuitiva à altura de um ‘hierofante’, uma autoridade religiosa que tem acesso a um conhecimento inacessível para o resto de nós, simples mortais. Nada disto é aplicável à realidade da intuição.

Um místico poderia muito bem ser um intuitivo, mas isso não significa que ser intuitivos nos transforme automaticamente em místicos. Uma tia minha é uma imigrante portuguesa baixinha e gordinha que tem todas as características robustas e terrenas de nossos antepassados; não tem nada de mística, e no entanto é uma das pessoas mais intuitivas que conheci.

 Fonte: “Desperta tua intuição”, Editora Urano. Publicado na Revista Uno Mismo

 

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