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Crescimento pessoal

07/12/2018 12h16

Movimentos Essenciais

Sentir-se mais e melhor do que o outro é o princípio de toda guerra. Então, como fazer para sentir-se igual?

Por Nosso Bem Estar

Pixabay
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Saiba mais sobre os movimentos essenciais.

A resposta para esta pergunta fundamental a todas as pessoas que cultivam a empatia vem sendo praticada pela argentina Claudia Boatti, criadora dos “Movimentos Essenciais”, cujos aprendizados vêm surpreendendo por instigar as pessoas a buscarem uma reconciliação profunda nos planos pessoal e social.   

Filha de diplomatas, Claudia  Boatti conviveu com pessoas de diferentes culturas em vários países. Mais do que conviver com as diferenças, manteve-se sempre atenta às distinções dos olhares sobre estas diferenças. “Dependendo de quem olhar e da forma de olhar, é comum a pessoa se colocar em um lugar superior ou inferior em relação ao outro. Isso acontece, na maioria das vezes, quase de forma inconsciente”, observa Claudia. 

Então, como fazer para sentir-se igual? Para, genuinamente, nos percebermos como iguais e para que o outro possa nos perceber como igual a ele, sem que isto tudo não seja apenas um conceito mental? Treinar o olhar e a atitude interna é uma das respostas.  A capacitação dos Movimentos Essenciais ensina que necessitamos integrar sem excluir, diferenciar sem separar. Transformar nosso olhar diante daquilo que rejeitamos, escondemos ou marginalizamos, a fim de que possamos conquistar relações mais harmônicas, potentes e colaborativas, conosco mesmos, com os outros e com o coletivo. O processo de aprendizagem permite reconhecer como afetamos e somos afetados pela trama social. E mais, de que forma muitas vezes, inconscientemente, acabamos criando o oposto do que desejamos para nós e para nosso entorno.

 

FOCO NA TAREFA

Os Movimentos Essenciais se traduzem como uma nova forma de estar e atuar com a vida, mas diferem das terapias e dos caminhos espirituais nos quais, normalmente, a pessoa busca mudar algo que não está bem em si para sentir-se melhor, ser mais feliz e/ou mais espiritualizada. Nos Movimentos Essenciais, o foco é a tarefa que “EU” vou fazer junto com os “OUTROS”. Tenho que trabalhar comigo e melhorar o meu EU, mas para melhor realizar o que minha alma se comprometeu a fazer, me junto com os OUTROS.

“Os desafios que estes tempos atuais nos exigem é perceber que o crescimento pessoal, espiritual e coletivo acontece através da reconciliação. Já não é como antes através da fricção, do confronto, da separação e/ou da oposição. Estamos vivendo outros tempos”, pontua Claudia.

“Eu me completo ao reconciliar comigo e com os outros dentro de mim. A minha frequência muda no momento da reconciliação, e, então tudo muda. ” explica Claudia Boatti,  e ainda justifica: “o nosso olhar não é neutro. Somos educados para achar que vivemos do lado certo da sociedade, que os nossos valores são os certos. Mas somos nós - os que se consideram do lado bom da sociedade, com os valores certos e a moral correta - os responsáveis por criar o oposto do que desejamos como destino para as futuras gerações”.

Isto se dá, segundo ela, porque não somos conscientes do efeito que a rejeição e a exclusão produzem na consciência grupal. Efeito este que acaba criando a repetição de situações como uma nova tentativa/oportunidade para alcançar a reconciliação. 

 

RECONCILIAÇÃO

Uma das bases do Movimento Essencial é a de que “a vida é uma energia benigna que sempre nos traz o que há de melhor para o nosso crescimento”. Entretanto, como interromper o fluxo de repetições daquilo que não mais desejamos? Se “treinar o olhar” é uma das respostas, a outra está em “mudar a atitude interna”. 

“O agir pode ser o mesmo, mas dependendo de tua atitude interna, podes estar alimentando um campo de consciência ou outro e, assim, terás resultados diferentes”, explica Claudia Boatti. 

“Movimentos Essenciais são vivências de reconciliação, movimentos de reconciliação na alma e não compreensões mentais. O objetivo é perceber que a mudança social e a mudança espiritual vêm através da reconciliação. Cada vez que excluímos alguém de nosso coração, estamos criando a exata repetição daquilo que excluímos, como um destino para as próximas gerações. Não estamos acordando para parar com estas repetições. Se o fractal do excluído foi criado, as pessoas não são tão livres para agirem de outra forma. Porém, temos a oportunidade de criar uma reconciliação ou de criar um novo fractal que acabará trazendo a repetição de situações, seja no campo pessoal ou no social”, completa.   

 

Claudia Boatti 

Coordena a capacitação em Movimentos Essenciais em nove estados do Brasil, na Universidade de Caxias do Sul e na Argentina, onde a Capacitação “Focando nossa tarefa” foi distinguida como Interesse Municipal, por decreto, pela “Secretería de Infancia Adolescencia y Familia” do município de San Isidro, do governo de Buenos Aires. Desenvolve programas dos Movimentos Essenciais que têm sido adaptados para os agentes de mudanças sociais em Universidades, escolas, hospitais, centros de reabilitação, favelas e presídios, entre outros. 

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