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Família

25/07/2018 09h30

Distúrbio dos Games

Saiba mais sobre esta nova doença, que já está inclusive categorizada pela OMS.

Por Nosso Bem Estar

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O vício em jogos eletrônicos, é capaz de debilitar a rotina do indivíduo e torna-lo cada vez mais dependente.

O distúrbio dos games é um problema que vem crescendo cada vez mais, piorando à medida em que a tecnologia avança. O problema nada mais é do que o vício em jogos eletrônicos, capaz de debilitar a rotina do indivíduo e torna-lo cada vez mais dependente. Mas, calma. Nem todo o adolescente é portador do distúrbio só porque passa algumas horas em frente a telinha. Conheça mais um pouco sobre o assunto.

 

 

 

 

 

SAÚDE MENTAL

O “distúrbio dos games”, “distúrbio dos jogos” ou ainda “vício em games” foi considerado um problema de saúde mental pela Organização Mundial de Saúde, incluído na Classificação Internacional de Doenças.

É caracterizado pela obsessão e compulsão pelos jogos e aparece de maneira tão intensa que deixa os outros interesses da vida em segundo plano. Se você já viu vídeos de crianças revoltadas ou inconsoláveis porque foi privado de seu jogo de alguma forma, saiba que é disso que estamos falando.

Felizmente, esse problema ainda é algo novo, atinge somente 3% dos jogadores e já tem até tratamento. Segundo o especialista Mark Griffiths, que estuda gamers ao longo de 30 anos, é preciso ficar atento a alguns sinais de alerta tais como quando outras obrigações como ir à escola, estudar ou frequentar relacionamentos sociais são deixados em segundo plano em favor do jogo.

 

GAMERS X VICIADOS EM GAMES

Os gamers são pessoas que jogam como hobbie ou por falta do que fazer. Geralmente possuem poucos amigos e estão sempre empolgados com determinadas situações dos jogos. Em sua maioria são adolescentes, mas podem manter o hábito até depois da fase adulta.

Eles diferem dos viciados por ainda manterem uma vida social e estarem a par de suas responsabilidades. Se seu filho ou amigo passa muito tempo no computador, mas, ainda assim, mantém sua vida normal fora de casa, não pode ser considerado um viciado.

Atente sempre para aqueles indivíduos que saem da cama direto para o computador e vice-versa, evitando convívio, comida e, muitas vezes, abdicando do sono em favor do jogo. Estes sim estão provavelmente com o distúrbio.

 

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

É necessário que uma observação criteriosa do padrão comportamental do indivíduo seja realizada ao longo de 12 meses, para que um diagnóstico definitivo seja realizado. A depender do caso, esse período pode ser reduzido na presença de sintomas graves como:

  • Falta de controle da frequência, intensidade e duração com que se joga;
  • Priorização dos jogos em relação a outras atividades;
  • Aumento ou continuidade de frequência com que joga, mesmo havendo consequências negativas associadas ao hábito;

A observação de mudanças drásticas de comportamento, principalmente se somadas a irritabilidade e depressão são bons indicativos de que o problema possa estar em estágio avançado.

 

MEDIDAS PREVENTIVAS

Para evitar o desenvolvimento destes problemas, muitos países até já desenvolveram medidas preventivas. Entre eles, a Coreia do Sul criou uma lei para proibir o uso de eletrônicos por menores de 18 anos entre meia-noite e seis horas da manhã. Já no Japão e na China, existem advertências para aqueles que ultrapassam uma determinada quantidade de horas por mês.

A sugestão é que um controle periódico seja realizado e que as atividades sejam monitoradas por um adulto responsável.  Fique atento com a saúde mental do seu filho!

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