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Família

19/04/2018 09h30

A medida certa da 'bronca'

Pais não devem dar broncas muito longas e frequentemente, dizem especialistas.

Por Nosso Bem Estar

Pxhere
Como reduzir os conflitos entre pais e filhos 01

A bronca pode parecer o jeito mais apropriado para educar. Mas há maneiras corretas para se dar broncas?

Colocar limites nos filhos não é uma tarefa fácil. Os pais podem usar de táticas que estão longe de ter o efeito desejado e, às vezes, chegam a levar ao resultado contrário do esperado. A bronca pode parecer o jeito mais apropriado para educar. Mas há maneiras corretas para se dar broncas?

Segundo Dora Lorch, psicóloga e autora do livro “Superdicas Para Educar Bem Seu Filho” (Ed. Saraiva), o conceito de bronca é ultrapassado. “Impor limites é importante, mas acho atrasado pensar que a criança está fazendo algo errado de caso pensado”, explica a psicóloga. E, muitas vezes, a própria criança não sabe o real motivo da bronca ou do castigo. “Nem sempre está claro o que esperamos das crianças, especialmente das pequenas. Muitos conceitos, que para os adultos são óbvios, são impensáveis para os filhos”, conta Dora.

Para o psicólogo, educador e escritor Marcos Meier, na hora de educar o filho, é preciso saber diferenciar bronca e castigo. “Bronca é um momento de reflexão para aprendizagem, portanto, a motivação que os pais devem ter é a de ajudar, orientar, e não de punir com gritos e xingamentos” conta o educador.

De acordo com Meier, é importante ser objetivo e não atacar a criança, mas, sim, o problema. Por exemplo, se o quarto está bagunçado, o melhor a fazer é reclamar exatamente disso, sem fazer acusações à criança, chamando-a de relaxada, preguiçosa, bagunceira etc. Diga, simplesmente, que o quarto precisa ser arrumado.

 

SABER FALAR, SABER CALAR

O diálogo entre pais e filhos é a melhor forma na hora de educar (ou dar uma bronca). O que o pais devem manter em mente é que os filhos irão errar, pois estão em uma fase de aprendizagem, descobrindo qual é a forma correta de agir em diversas situações. Para Dora, antes de dar bronca, é indispensável explicar o que se quer e porque se quer, de modo que a criança comece a formar seus conceitos.

Segundo a psicóloga, os pais também devem saber a hora de se calar: “Ficar falando demais não ajuda a criança a aprender melhor, mas ensina a criança a ficar desatenta ou a deixar entrar por um ouvido e sair por outro”. Após uma explicação, é recomendável não continuar com um falatório e deixar a criança assimilar as informações, e isso demanda tempo.

No entanto, nem sempre a conversa e o silêncio bastam para a educação. É nesse momento que os pais precisam mostrar que estão bravos. “Quando você já explicou e nada mudou, aí é hora certa para mudar de atitude. Mas a braveza é apenas para algumas situações. Se for algo constante, ela perde a força”, explica Dora. Para Meier o ideal é: “Evite dar broncas, mas quando der, faça-as valer”.

 

 

“Muitas vezes a criança não sabe o real motivo da bronca ou do castigo. ‘Nem sempre está claro o que esperamos das crianças, especialmente das pequenas. Muitos conceitos, que para os adultos são óbvios, são impensáveis para os filhos’.”

 

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