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Crescimento pessoal

06/03/2018 09h30

Ho’oponopono

A arte ancestral havaiana que ensina a limpar as memórias negativas que nos impedem de viver a paz interior.

Por Elisa Dorigon

Pixabay | Depositphotos
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xamã kahuna Morrnah Simeona sintetiza o Ho’oponopono, uma técnica ancestral havaiana utilizada para resolução de conflitos comunitários.

“Se podemos aceitar que somos a soma total de todos os pensamentos passados, emoções, palavras e ações, e que nossas vidas e escolhas atuais são coloridas ou sombreadas por esse banco de memórias do passado, então começamos a ver como um processo de corrigir ou definir corretamente, pode mudar nossas vidas, nossas famílias e nossa sociedade.”

 

 

Com esta premissa, a xamã kahuna Morrnah Simeona sintetiza o Ho’oponopono, uma técnica ancestral havaiana utilizada para resolução de conflitos comunitários. Antigamente, as pessoas da tribo se reuniam para dividir seus problemas e buscar juntos uma reconciliação. Cada um pedia perdão pelos pensamentos inadequados que eram a fonte de suas desavenças. Naquele tempo, dizem os autores de O Grande Livro do Ho’oponopono, Jean Graciet, Luc e Nathalie Bodin, esta reconciliação era organizada pelos xamãs e eles consideravam, também, que se os pensamentos proferidos e as ações realizadas pelos homens fossem provenientes de memórias erradas, poderiam atrapalhar o mundo dos espíritos. Eles também podiam chamar – ou criar - entidades perturbadoras. Portanto, o Ho’oponopono - que quer dizer endireitar, harmonizar, reordenar e corrigir o que está errado - era utilizado como uma técnica de reconciliação. Sobretudo, servia para que a tribo permanecesse em perfeita harmonia com os espíritos da natureza.

 

Morrnah atualizou e simplificou este método. No seu entendimento, os problemas não precisariam ser compartilhados para serem resolvidos, mas poderiam ser solucionados através da extinção de memórias e programas do inconsciente de cada um. A xamã, então, se propôs a ensinar o Ho’oponopono tal como o conhecemos hoje, uma prática individual que ativa o perdão, o amor e a paz em nós mesmos. Segundo Morrnah, nós somos a soma de nossas experiências, o que quer dizer que estamos sobrecarregados por nossos passados. “Quando nós experimentamos o estresse ou medo em nossas vidas, se olharmos com cuidado, veremos que a causa é, na verdade, uma memória. As emoções são ligadas a estas memórias que nos afetam. O subconsciente associa uma ação ou pessoa no presente com algo que aconteceu no passado. Quando isto ocorre, emoções são ativadas e o estresse é produzido”, afirma a criadora do método.

 

No entanto, foi através de seu aluno mais famoso, o Dr. Hew Len, que a técnica se difundiu pelo mundo. Através de sua experiência ele constatou que a medida que este sofrimento vai desaparecendo em você, ele desaparece no outro.

 

A HISTÓRIA DO DR. LEN

 

O psicólogo clínico Hew Len recebeu uma desafiadora proposta de trabalho: ser responsável pela ala psiquiátrica de uma penitenciária do Havaí, de alta periculosidade. Ele aceitou e pediu que lhe entregassem os registros de todos os pacientes. Estranhamente, se trancou no escritório e disse que não precisava ver os pacientes.

Passados três meses, os funcionários perceberam que as relações entre os detentos haviam melhorado. Quando foi perguntado sobre o que fazia sozinho dentro de uma sala, o psicólogo explicou que limpava as memórias que tinham em comum, ou seja, as memórias que havia dividido com cada paciente, proferindo as frases:

 

“Eu sinto muito

Me perdoe

Eu te amo

Sou grato”, a cada registro de paciente.

 

Dr. Len permaneceu no cargo por mais quatro anos, quando então a ala psiquiátrica da penitenciária fechou por não ter pacientes.

 

A história de Len é um exemplo perfeito da chave do processo do Ho’oponopono, de que somos 100% responsáveis por tudo que nos acontece. O que se dá fora é uma projeção de algo que vem de dentro de nós: crenças, pensamentos ou memórias. A integração desta ideia é fundamental para uma prática eficiente do método.

 

O Tarólogo, Reiki Master e Terapeuta Floral Jaime E. Cannes ouviu falar no Ho’oponopono pela primeira vez por intermédio de uma cliente. Ele foi presenteado com o livro do renomado  estudioso da mente humana e da espiritualidade, Joe Vitale. “Confesso que não o li de imediato, até que o ganhei pela segunda vez de uma amiga, e então decidi verificar do que se tratava! Foi o que se chama por aí de ‘amor à primeira vista’. Encantei-me com a forma com que essa filosofia de vida e cura encara os problemas pelos quais passamos. A premissa de que somos todos responsáveis pelo que nos acontece, e pelo que acontece ao nosso redor, não era exatamente nova para mim, nem o conceito de que o divino habita em tudo. Mas, a ideia de que recebemos sempre a perfeição da divindade e de que nossas memórias é que as transforma em nossas crises, angústias e enfermidades me enlevou! E mais ainda a ideia de que podemos reatar com esse poder dentro de nós, e com a inspiração divina para nos reconciliarmos com a vida, e reestabelecermos nosso equilíbrio e bem estar... Curiosamente, quando fui integrar o ho’oponopono ao meu trabalho terapêutico, indicando e ensinando a técnica para que os clientes utilizassem concomitantemente ao uso dos florais e às sessões de reiki, foi justamente esse conceito que encontrou mais resistência das pessoas: o de que somos coautores da nossa realidade interna e também externa. Muitos clientes acharam pesado demais imaginar que se há guerras no mundo também somos parte delas. Rebati inúmeras vezes essa queixa com a declaração do Dr. Hew Len que diz que se você não tivesse nada a ver com uma guerra no mundo que ocorre agora, você com certeza teria nascido muito depois de ela ter acabado, ou muito tempo antes de ela sequer ter iniciado! Estamos todos integrados nessa rede que chamamos de vida, e é isso que fala o Ho’oponopono”, conta Jaime.

 

A Psicóloga clínica e organizacional Regina Tavares conheceu o Ho'oponopono há 10 anos e hoje é especialista no processo de cura havaiano, facilitando grupos de meditação e terapia com a técnica. “Conheci o Ho'oponopono durante um momento em que eu mesma ainda acreditava que ‘eu’ tinha que perdoar... Aí, em uma oração muito profunda, pedi ao Criador que me ajudasse a perdoar determinadas pessoas, pois sozinha eu não estava conseguindo. No mesmo dia, uma amiga muito querida ligou me convidando para assistir uma palestra. Quando cheguei no local, fiquei surpresa quando o palestrante começou a falar sobre uma nova técnica de perdão chamada Ho'oponopono. Impossível achar que se tratava de uma mera coincidência!", relata.

Regina imediatamente entrou na internet e começou a pesquisar o que havia a respeito. Naquela época não tinha muita coisa em português, mas o que tinha, ela leu.  Depois, encontrou textos em inglês e francês e devorou todos.

“Resolvi experimentar o processo por sete semanas. Acreditei que pararia logo em seguida. Os resultados foram tão incríveis que os amigos que me olhavam diziam: ‘O que está acontecendo? Há algo diferente em você!’ Daí em diante, eu mesma passei a ser uma das grandes divulgadoras do processo no Brasil. Passei a estudar mais, ler tudo o que tinha, fazer os cursos online disponíveis com o Dr. Hew Len em inglês, pesquisar e, enfim colocar a técnica na clínica. Depois, fiz o primeiro Seminário de Ho'oponopono com apenas 9 pessoas. O segundo, tinham 34 pessoas e o terceiro 73 pessoas. Foi quando estipulei 40 pessoas, no máximo, em cada seminário, para que a qualidade do curso fosse mantida na íntegra. O restante veio depois, como consequência natural de fazer o processo diariamente”.


A principal mudança percebida com o Ho'oponopono, segundo Regina, é a paz interior, a chamada Paz do Eu. “Uma Paz além de todo o entendimento.  O mundo externo pode estar pegando fogo que nós permanecemos centrados e na paz. O que não significa que concordamos com o que quer que esteja acontecendo lá fora. Nós apenas passamos a agir com serenidade. O Ho'oponopono traz muita lucidez para quem o pratica. O princípio é de que ou nós agimos a partir das memórias (que são os programas mentais tóxicos) ou por meio da Inspiração Divina. Não existe forma de agir a partir dos dois lugares ao mesmo tempo. Então, temos uma 'Escolha' a fazer a cada momento. Escolher as memórias ou a Inspiração”, explica.

 

Quando uma situação desafiadora surge, Regina diz que temos a opção de utilizar uma das diversas técnicas do processo para limpar o que sentimos. Então, a paz assume o comando. “Na paz conseguimos ouvir a voz interior mais sagrada, essa é a voz do divino dentro. Sim, divino com ‘d’ minúsculo, porque se trata do nosso divino interior. Este divino dentro  consegue o contato com o Divino Criador, Fonte de todas as coisas neste Universo, e, assim, fazer chegar até nós as soluções para todas as situações em nossas vidas”.

 

Enfim, o Ho'oponopono é uma ferramenta capaz de nos tirar do papel de vítima de elementos externos, nos conscientizando que somos 100% responsáveis pelo que acontece conosco, por mais estranho que possa parecer esta afirmação. Ao apagar memórias, interrompemos as reações emocionais e passamos a habitar uma zona mais tranquila. Vale lembrar que o Ho'oponopono é um estilo de vida e não uma terapia, e não substitui uma consulta psiquiátrica, a psicoterapia ou o tratamento médico. 

 

ORAÇÃO ORIGINAL

Divino Criador, Pai, Mãe, Filho, todos em Um.

Se eu, minha família, meus parentes e antepassados, ofendemos sua família, parentes e antepassados, em pensamentos, fatos ou ações, desde o início de nossa criação até o presente, nós pedimos o seu perdão. Deixe que isso se limpe, purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas.

Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é.

Para limpar o meu subconsciente de toda carga emocional armazenada nele, digo uma e outra vez, durante o meu dia, as palavras chave do HO’OPONOPONO:

Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato

Declaro-me em paz com todas as pessoas da Terra e com quem tenho dívidas pendentes. Por esse instante e em seu tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente:

Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato

Eu libero todos aqueles de quem eu acredito estar recebendo danos e maus tratos, porque simplesmente me devolvem o que fiz a eles antes, em alguma vida passada:

Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato

Ainda que me seja difícil perdoar alguém, sou eu quem pede perdão a esse alguém agora. Por esse instante, em todo o tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente:

Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato

Por esse espaço sagrado que habito dia a dia e com o qual não me sinto confortável:

Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato

Pelas difíceis relações às quais só guardo lembranças ruins:

Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato

Por tudo o que não me agrada na minha vida presente, na minha vida passada, no meu trabalho e o que está ao meu redor, Divindade, limpe em mim o que está contribuindo para minha escassez:

Sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato

Se meu corpo físico experimenta ansiedade, preocupação, culpa, medo, tristeza, dor, pronuncio e penso: “Minhas memórias, eu te amo”. Estou agradecido pela oportunidade de libertar vocês e a mim.

Sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato

Neste momento, afirmo que te amo. Penso na minha saúde emocional e na de todos os meus seres amados. Te amo.

Para minhas necessidades e para aprender a esperar sem ansiedade, sem medo, reconheço as minhas memórias aqui neste momento:

Sinto muito, eu te amo.

Minha contribuição para a cura da Terra:

Amada Mãe Terra, que é quem Eu Sou: Se eu, a minha família, os meus parentes e antepassados te maltratamos com pensamentos, palavras, fatos e ações, desde o início da nossa criação até o presente, eu peço o teu perdão. Deixe que isso se limpe e purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas.

Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é. Para concluir, digo que esta oração é minha porta, minha contribuição à tua saúde emocional, que é a mesma que a minha.

Então esteja bem e, na medida em que vai se curando, eu te digo que:

Eu sinto muito pelas memórias de dor que compartilho com você.

Te peço perdão por unir meu caminho ao seu para a cura, te agradeço por estar aqui em mim.

Eu te amo por ser quem você é.

 

 

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