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Saúde Integral

04/01/2018 06h30

A saúde através das mãos

A imposição de mãos vem sendo usada a milênios como forma de cura e de harmonização da energia do ser humano.

Por Nosso Bem Estar

Depositphotos
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Uma sutil energia

Encontrar a origem da imposição de mãos como forma de cura é como viajar numa longa estrada onde não é possível chegar ao fim, pois é provável que o nascimento desta prática tenha ocorrido em civilizações muito antigas. Acredita-se que as primeiras ocorrências aconteciam através das bênçãos paternas, como transmissão do bem.

Dizem que para receber a cura divina é preciso estar de alma aberta para aceitar a energia curadora. Não só o receptor, mas é fundamental que o doador da energia esteja de coração aberto e disposto a passar amor e esperança ao paciente.  Cada vez menos contestada pela ciência, a humanidade vem assistindo aos benefícios desta prática há milênios.

 

Uma prática milenar com origem no instinto humano

Se voltarmos aos primórdios da humanidade, encontramos informações referentes ao homem primitivo selvagem, que, acredita-se, instintivamente experimentava a troca de energia através do uso das mãos entre os membros de seu grupo.

Em diversas partes do mundo existem relatos da utilização das mãos em processos de cura. O mover das mãos, associado à cura ou benção, era tido como poder poderoso, pois acalmava a dor daqueles que sofriam. No Egito, muitos buscavam sacerdotes que curavam multidões com a imposição das mãos. Há registros históricos de que a prática também era comum na Grécia e na Roma Antiga. Em suas obras, o historiador Heródoto fala sobre a existência em épocas antigas, de santuários próprios para a realização de passagem de energia através das mãos, sem o toque.

Segundo antigos escritos, os apóstolos de Cristo ministravam curas com a imposição de mãos através de um gesto sacramental bastante antigo. Segundo o Novo Testamento da Bíblia, fiéis eram convertidos novos missionários, diáconos e bispos através do gesto sagrado.

 

MESMERISMO

Transpondo a discussão para uma época mais contemporânea, temos o médico alemão Franz Anton Mesmer, criador da Teoria do Magnetismo Animal, que em meados de 1820 dedicou anos de estudos à medicina, teologia, filosofia e astrologia. Ele comprovou a existência de forças magnéticas que se manifestam por meio de um “fluído universalmente distribuído, que se insinua na substância dos nervos e dá ao corpo humano propriedades análogas ao do imã que, se controlado, pode ser usado com finalidade terapêutica”. Suas ideias foram avaliadas a partir de ampla observação de fatos, pelo método científico. O médico pesquisador, cujas teorias eram bastante contestadas na época, morreu aos 81 anos, e ainda realizava curas nos pacientes que o procuravam.

ESPIRITISMO

A prática milenar de imposição de mãos é muito praticada dentro da doutrina espírita, onde é chamada de passe. Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, acreditava nas ideias de magnetismo de Franz Mesmer e, assim como o médico, causou muita polêmica ao escrever o “Livro dos Espíritos”. Este é o marco inicial desta religião que crê na existência de um espírito eterno, como a essência de cada ser, e esclarece o processo pelo qual o ser humano influencia e é influenciado fluidicamente. O passe, muito usado nas casas espíritas, é uma forma de troca de energia baseada na imposição de mãos e tem como objetivo o reequilíbrio físico, psíquico e espiritual.

Segundo seus praticantes, existem três tipos de passe na doutrina espírita: o Magnético, o Espiritual e o Misto. No Passe Magnético a troca de energia acontece de encarnado para encarnado, sem que haja influência de espíritos. Já o passe espiritual acontece sem a presença de um ser encarnado, são usados os fluídos dos espíritos apenas. E o Passe Misto acontece com fluídos do médium e de espíritos, juntos. Mas todos se tratam de formas de transfusões de plasmas extrafísicos, ou, em palavras mais simples, troca de energias.

A sutil energia que forma o “eu”

É importante lembrar que todo o sistema vivo possui um processo natural de auto-recuperação, precisando apenas que o equilíbrio energético do indivíduo seja restabelecido. Para se alcançar o bem-estar do ser, de uma forma geral, é preciso cuidar de toda a energia sutil que forma o “eu”.

Na sociedade contemporânea somos extremamente influenciados pelos apelos da indústria farmacêutica, que nos passa a ideia de que a cura de todos os males está em pílulas e remédios. Infelizmente, a maioria dos homens ainda desconhece o poder da sua própria mente, achando que esta não passa de um cérebro físico, subestimando o seu “autopoder” de cura.

Felizmente existem diversas terapias complementares que podem ajudar as pessoas a se curar e a conhecerem mais sobre si mesmo. Através do autoconhecimento podemos nos dar conta do imenso poder que possuímos, e assim nos vermos livres de males que, muitas vezes, nós mesmos criamos. Terapias sutis e não-invasivas, que usam apenas a imposição das mãos, são boas indicações para quem deseja adentrar neste fantástico universo do autoconhecimento e da cura.

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