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Família

07/12/2017 06h30

Sim Virginia, Papai Noel existe

Conheça a carta de Virginia O´Hanlon, menina de oito anos, escrita para o editor do SUN, antigo jornal de Nova York, na qual procurava a confirmação para a existência de Papai Noel.

Por Vera Mari Damian

Depositphotos | Pixabay
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Você também pode encontrar Papai Noel

Em 1987, seguindo o conselho do pai, a menina Virginia O´Hanlon, de oito anos, escreveu ao editor do SUN, jornal de Nova York que já saiu de circulação, uma carta breve e inquisitiva na qual procurava a confirmação para a existência de Papai Noel.

Francis P. Church, o editor em questão, respondeu-lhe prontamente por meio de um editorial intitulado ”Papai Noel existe?”, que se tornou o editorial em língua inglesa mais reproduzido de todos os tempos e passou por numerosas adaptações.

Virgínia tornou-se professora e em virtude de sua inocente pergunta recebeu cartas de fãs durante grande parte da vida. Faleceu em 1971, aos 81 anos.

 

 

Querido editor

Tenho oito anos. Uns amiguinhos meus dizem que Papai Noel não existe.

O papai diz que “Se está no SUN é verdade”. Por favor, diga a verdade para mim, Papai Noel existe?

Virginia O´Hanlon

 

 

VIRGINIA, seus amiguinhos estão enganados.

Eles foram contaminados pelo ceticismo de uma época cética. Só acreditam no que veem. Acham que não pode existir nada que as cabecinhas deles não consigam entender.

Todas as cabeças, Virginia, sejam de homens, sejam de crianças , são cabecinhas. Neste nosso imenso universo o homem é intelectualmente um simples inseto, uma formiga, em comparação com o mundo infinito que o rodeia, em comparação com a inteligência capaz de compreender a verdade e absorver o conhecimento em toda a plenitude.

Sim, VIRGINIA, Papai Noel existe.

Existe assim como amor, generosidade e devoção existem, e você sabe que existem em abundância e enchem sua vida de beleza e alegria.

AH, como o mundo seria triste se Papai Noel não existisse! Seria tão triste como se não existissem Virginias. Porque não haveria fé, nem poesia, nem sonhos para tornar a vida suportável. Só haveria prazer no racional e no visível. A luz eterna com que a infância ilumina o mundo se apagaria.

Não acreditar em Papai Noel é a mesma coisa que não acreditar em fadas!

Você poderia pedir para seu papai contratar alguns homens para vigiar todas as chaminés na véspera do Natal e pegar Papai Noel. Mas, ainda que eles não vissem Papai Noel entrando, o que isso provaria?

Ninguém vê papai Noel, mas isso não quer dizer que ele não existe. As coisas mais concretas do mundo são as que nem crianças nem adultos conseguem ver. Você já viu alguma fada dançando na grama? Claro que não, mas isso não prova que ela não está lá. Ninguém consegue imaginar todas as maravilhas invisíveis que há no mundo.

Você pode quebrar o chocalho do bebê para ver o que é que faz aquele barulhinho, mas o mundo invisível é coberto por um véu que nem o homem mais forte, nem todos os homens mais fortes juntos são capazes de rasgar.

Só a fé, a fantasia, a poesia, o amor e o sonho conseguem abrir aquele véu e contemplar e retratar a suprema beleza e a suprema glória. Tudo isso é real? Ah, Virginia, essa é a única coisa real e imutável que existe neste mundo.

Papai Noel não existe?

Graças a DEUS que ele existe e vai existir sempre. Daqui a mil anos, Virginia, daqui a dez vezes dez mil anos, ele ainda estará alegrando o coração das crianças.

 

Nota da Editora

Há anos atrás fui surpreendida pela pergunta de minha neta sobre se “afinal o Papai Noel existe, ou não?”. Sem ter como escapar da pergunta e sem saber o que os pais já tivessem dito sobre isso, respondi que o Papai Noel era uma representação do amor, então ele existia sim.  Saí de fininho, mas acho que me saí bem.  Acredito mesmo que, ainda que o mercado tenha capitalizado a ideia do Papai Noel, seu sentido pode ser maior do que isto.

Ao ler o livro “Cartas Extraordinárias – A Correspondência Inesquecível de Pessoas Notáveis “, me deparei com esta pérola acima e decidi compartilhar para ajudar a manter acesa “a luz eterna com que a infância ilumina o mundo”.

Vera Mari Damian 

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