Bem-vindo ao Nosso Bem Estar!
Para acessar toda positividade de nosso conteúdo, escolha o portal mais próximo a você.

Crescimento pessoal

05/12/2017 06h30

Compartilhar está na moda

Saiba mais sobre a economia colaborativa: uma tendência que chegou para ficar

Por Nosso Bem Estar

Pixabay | Depositphotos
M13 capa dez iss 4266 03275

Muito mais do que uma tendência

Em tempos de redes sociais em que o sucesso é medido pelo número de curtidas e compartilhamento, dividir tem se tornado um hábito, também, na vida real.

Por muito tempo, o “ter” era o verbo mais conjugado entre as pessoas. Se você tinha o carro do ano, um escritório em endereço privilegiado, uma casa moderna, era considerado bem-sucedido. É claro que esses conceitos permanecem na nossa sociedade, capitalista por natureza, mas a forma de conquistá-los tem, felizmente, começado a mudar.

Nesse artigo, vamos falar sobre a economia colaborativa e tudo que ela pode proporcionar para uma sociedade em construção, que valoriza o ter, mas que preza, acima de tudo, o caminho para chegar lá.

Economia colaborativa: um novo formato de encarar o consumo

Segundo um estudo feito pela escola de negócios IE Business School, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Ministério da Economia e Competitividade espanhol, o Brasil é líder da América Latina no quesito ‘iniciativas’ de economia colaborativa.

A economia colaborativa tem como sustentação três pilares fundamentais: o social, que engloba o senso do crescimento desenfreado das relações de consumo e da população, o que leva a uma consciência sustentável; o econômico, que proporciona uma otimização financeira; e o tecnológico, que, por sua vez, abre o caminho para que esse novo formato se torne, cada vez mais, uma realidade.

Se a economia colaborativa é o cenário macro de uma tendência mundial, quais ações e iniciativas são desmembradas desse conceito? Elas podem ser percebidas no dia a dia? Estas iniciativas mudam a forma como as relações pessoais e comerciais são estabelecidas? Acompanhe.

Banco do tempo

O banco de tempo é um sistema de organização de trocas, que promove o encontro entre quem tem algo a ofertar e quem tem a disponibilidade para tanto, ou seja, é uma forma de unir a demanda e a procura.

No entanto, a troca que acontece vai além dos serviços. Ela é medida na doação e aceite do tempo – afinal, hoje em dia, o tempo é um dos ativos mais valiosos na rotina, e doá-lo é uma verdadeira prova de colaborativíssimos.

E são várias as aplicações para o tempo doado: trabalho voluntário, serviços gerais para casas, etc.  Uma iniciativa genial! (saiba mais no Box ao lado)

Escritórios compartilhados

Outra iniciativa que vem ganhando força e mudado a forma como o mercado se comporta são os escritórios compartilhados, também conhecidos como coworkings.

É claro que, para grandes empresas, ter o seu próprio espaço de funcionamento faz parte de uma estratégia de mercado. Porém, quando falamos em pequenos e médios negócios, esse novo formato agrada ao bolso e, é claro, à sustentabilidade das atividades.

Isso porque, o investimento em aluguel e demais contas fixas e variáveis de um escritório próprio podem inviabilizar as operações de muitos negócios. Por isso, os coworkings são a solução ideal e concentram empreendedores que buscam o mesmo objetivo: crescer de forma sustentável e, é claro, compartilhando (o espaço, as despesas, as experiências e, por que não, os clientes?).

Compartilhamento de carros

Altos custos de financiamento, juros crescentes, aumento do combustível e da quantidade de furtos nas grandes cidades: esses são alguns dos motivos que afastam a ideia de ter um carro hoje em dia.

No entanto, se a ideia é não comprar um veículo, é preciso adotar soluções para atender às necessidades de locomoção, e é aí que entra o compartilhamento de carros. A ideia, aparentemente simples, não é novidade, e vem ganhando cada vez mais forças nos países, inclusive, no Brasil.

Essa iniciativa, além de ser consideravelmente mais barata do que ter um carro próprio, ainda é sustentável, já que diminui a quantidade de veículos nas ruas, e, consequentemente, de emissão de gases poluentes.

O compartilhamento de carros tem diversos formatos: desde aqueles que propõem o aluguel por diária até a divisão de assentos de um mesmo veículo, de acordo com a rota de cada pessoa.

Hospedagem em troca de trabalho

Nunca houve tantas alternativas para tornar possível uma viagem dos sonhos. E não estamos falando da democratização das passagens aéreas ou dos famosos “mochilões” por diversos países a custos reduzidos.

A ideia, agora, é viajar, mas sem precisar pagar pela hospedagem – pelo menos, não financeiramente.

Serviço por hospedagem: essa é a nova relação comercial que vem se estabelecendo em todo o mundo. Criada com base nas antigas práticas de escambo, em que quem tem algo a oferecer troca a sua oferta pela de outra pessoa, essa modalidade vem ganhando adeptos dos mais variados perfis.

A ideia é simples. Você oferece seus serviços, que podem ser de limpeza, cozinha, barman, atendimento, entre outros, enquanto usa a estrutura do estabelecimento para se hospedar. Além de fazer uma grande economia durante a viagem, essa iniciativa proporciona experiências que, de outra forma, não seriam vividas.

Tanto é que uma das plataformas que oferecem esse intercâmbio entre oferta e procura, a Wordpackers, resume a proposta no seu slogan “Experiências de viagem que o dinheiro não pode comprar”.

Lojas de aluguel de roupa

Um casamento a cada dois meses, festas de formatura ou outra data especial: para muitas pessoas (mulheres, principalmente), esses eventos podem ser um verdadeiro pesadelo do ponto de vista financeiro. Afinal de contas, é muito difícil ter um acervo de roupas sociais em casa, não é mesmo?

Pensando nessa necessidade pontual de roupas que fogem do estilo usado no dia a dia, muitos empreendedores viram nos preços altos praticados pelas lojas de roupas sociais a oportunidade de negócio perfeita.

Atualmente, existem diversos sites que oferecem uma verdadeira vitrine de opções para quem está em busca de roupas para alugar e, também, para quem investiu em uma peça especial que está esquecida no armário, mas não sabe o que fazer com ela.

Essa iniciativa de consumo consciente tem opção para todos os gostos, bolsos e ocasiões: basta escolher o modelo para alugar, a forma de pagamento, informar o endereço e a roupa chega em casa pelos Correios, assim como a devolução, que acontece da mesma forma.

Porém, não são só os negócios de aluguel de roupas de festa que representam o consumo colaborativo da moda. Existem outras iniciativas que também usam o mesmo modelo de negócio, porém para roupas do dia a dia.

Funcionam assim: quem tem roupas para disponibilizar pode deixá-las nessas lojas, e, quem precisa dar uma repaginada no guarda-roupa passa para alugar algumas peças por dias ou semanas. Simples, prático, sem desperdício e, claro, divertido.

Compartilhamento de livros

Se é possível compartilhar o tempo, roupas, carros e outros bens, por que não dividir, também, a leitura? Essa iniciativa em locais públicos, promovidas por ONGs e apoiadas pelas prefeituras locais, distribui verdadeiras bibliotecas em pontos estratégicos da cidade.

A ideia é pegar um livro de forma gratuita e deixar outro, incentivando não só o consumo compartilhado, como a leitura – o que é sempre uma boa ideia.

Ir de bike é mais divertido

Você é daquelas pessoas que adoram pedalar, mas não compram uma bicicleta porque sabem que o uso vai ser muito esporádico?

Hoje em dia, grandes empresas – principalmente os bancos – já apoiam a ideia de compartilhamento nas grandes cidades, oferecendo bicicletas por diversos pontos da cidade. A retirada desses terminais funciona com um agendamento via aplicativo. Depois de passar o tempo escolhido pedalando por aí, basta devolver em outro posto credenciado.

Uma ideia simples, barata, de compartilhamento e que ainda incentiva um velho hábito, tão esquecido nas cidades grandes: pedalar pelo prazer de passear.

Viu como compartilhar é uma palavra de ordem nos novos tempos? E você, já divide experiências diversas com outras pessoas na sua rotina?

 

11 PRINCÍPIOS DO CONSUMO CONSCIENTE

1 - Planeje suas compras

Não seja impulsivo nas compras. A impulsividade é inimiga do consumo consciente. Planeje antecipadamente e, com isso, compre menos e melhor.

2 - Avalie os impactos de seu consumo

Durante suas escolhas de consumo, leve em consideração o meio ambiente e a sociedade.

3 - Consuma apenas o necessário

Reflita sobre suas reais necessidades e procure viver com menos.

4 - Reutilize produtos e embalagens

Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar.

5 - Separe seu lixo

Recicle e contribua para a economia de recursos naturais, da redução da degradação ambiental e da geração de empregos.

6 - Use crédito de forma consciente

Pense bem se o que você vai comprar a crédito não pode esperar. Além disso, esteja certo de que terá condições de pagar as prestações.

7 - Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas

Em suas escolhas de consumo, não leve em consideração apenas o preço e a qualidade do produto. Valorize, também, as empresas em função de sua responsabilidade para com os funcionários, a sociedade e o meio ambiente.

8 - Contribua para a melhoria de produtos e serviços

Adote uma postura ativa. Envie sugestões e críticas construtivas sobre produtos e serviços às empresas.

9 - Divulgue o consumo consciente

Seja um militante da causa: sensibilize outros consumidores e dissemine informações, valores e práticas do consumo consciente. Faça grupos para mobilizar seus familiares, amigos e pessoas mais próximas.

10 - Cobre dos políticos

Exija de partidos, candidatos e governantes propostas e ações que viabilizem e aprofundem a prática de consumo consciente.

11 - Reflita sobre seus valores

Avalie constantemente os princípios que guiam suas escolhas e seus hábitos de consumo.

X