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Família

05/09/2017 06h30

Precisamos falar sobre isto!

Setembro Amarelo: debater sobre o suicídio é uma necessidade.

Por Nosso Bem Estar

Depositphotos
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Debater é o melhor caminho

Champignon, Chris Cornell, Chester Bennington, Maria, José, João, da Silva, dos Santos, Pereira, Lima, Ferreira. O mal do século não vê distinção entre cor, credo ou classe social. A escuridão dos sentimentos e a depressão profunda leva a dados alarmantes sobre este problema que, ainda é marginalizado, mas, que se torna cada vez mais presente na sociedade.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo, o equivalente a 1,4% dos óbitos totais. Atentar contra a própria vida é a segunda maior causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos, sendo que 75% dos suicídios acontecem em países de média e baixa renda.

Mas o que será que leva a essa decisão, que, para muitos, pode ser compreendida como um misto de coragem e covardia? No artigo de hoje, vamos falar sobre o suicídio, consequência drástica de um processo psicológico que interrompe vidas precocemente.  

O que leva ao suicídio?

Muitos fatores podem fazer com que uma pessoa chegue à conclusão de que a única alternativa é colocar fim à própria vida.

O suicídio causa um grande estranhamento social. Ele inverte a ordem natural das coisas: o ser humano tem o instinto de sobrevivência e de zelar pela própria vida.  Quando existe a escolha pelo fim dela, gera um sentimento de finitude precoce, e até mesmo culpa nos mais próximos, por uma não intervenção enquanto ainda era possível. 

O que leva alguém a tomar essa decisão? Falta de perspectiva, dificuldade em enfrentar problemas e enxergar soluções, desespero e depressão estão entre as causas mais prováveis e que desencadeiam o processo de suicídio.

Sinais aos quais é preciso ficar atento

Não existe uma regra determinante para identificar suicidas, mas algumas situações acabam se tornando indicadoras de que algo não vai bem.

Uma delas é quando as pessoas que estão considerando acabar com a própria vida não tomam essa decisão da noite para o dia. O suicídio é consequência de um processo que tem várias fases. Alguns sinais acabam sendo demonstrados, e é preciso observá-los para poder intervir e ajudar quem está perdido, sem enxergar uma saída ou motivo para viver.

Outra situação é quando o ato é resultado de um impulso, geralmente, provocado durante alguma crise ou colapso na capacidade de lidar com problemas da vida, como: falta de dinheiro para honrar algum compromisso, demissões, términos de relacionamento ou dores crônicas e doenças.

Além disso, o índice de suicídio é elevado entre grupos que, historicamente, sofrem discriminação, enfrentam conflitos, violência, abusos ou perdas.

Segundo especialistas, existem alguns sinais clássicos no comportamento de quem pensa em atentar contra a própria vida. Estes sinais servem de alerta para as pessoas que convivem com um possível suicida. 

 1 - Frases de alarme – Em determinados momentos, o “exagero” em afirmações e frases de alarme pode ser interpretado como uma forma de chamar a atenção. Com isso, a possibilidade de concretização das promessas acaba sendo negligenciada. Quando alguém diz “quero morrer”, “não aguento mais”, “quero sumir”, pode ser um pedido de ajuda. 

 2 - Depressão e drogas – Grande parte das pessoas que se suicidam enfrenta algum sofrimento emocional. A depressão é, disparada, a condição que mais leva a esse desfecho. Quando a doença é associada ao uso de drogas e álcool, a combinação tende a ser ainda mais perigosa.

 3 - Mudanças inesperadas de comportamento - É claro que todo mundo passa por altos e baixos na vida, mas, no caso dos suicidas, é preciso ficar atento à oscilação das emoções. Isso porque, quando alguém vai de um extremo ao outro, tem dificuldades de processar as informações e até mesmo de ver a situação de forma clara, identificando um problema e traçando o caminho ideal para revertê-lo. É nessa hora que a atenção deve ser redobrada para evitar um suicídio.

Panorama do suicídio no Brasil

Segundo o Mapa da Violência de 2014, a taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre os jovens de 15 a 19 anos. Isso quer dizer que, diariamente, 28 brasileiros tiram a própria vida – sem considerar as mais de 10 tentativas que não se concretizam.

Porto Alegre também reitera esses números. Segundo uma pesquisa recente, realizada com 536 jovens de 15 a 19 anos, 36% deles apresentaram ideação suicida, ou seja, pensaram nessa possibilidade. Destes, 36% relataram sintomas de depressão e 28,6% de desesperança. Mas o que faz dos jovens um grupo, especialmente, crítico quando falamos de suicídio?

A adolescência é um período de transformação e vulnerabilidade, e alguns sinais, muitas vezes considerados toleráveis da fase, vêm à tona em um cenário de caos psicológico. 

Essa faixa etária merece uma atenção especial em relação à prevenção ao suicídio. Nesse ano, outros fatores colaboraram para reforçar esse cuidado.

O Jogo da Baleia Azul, por exemplo, vitimou alguns jovens e chocou o país. Segundo as regras, existe uma série de “desafios” para ser cumprida pelo jogador, que culmina com o atentado contra a própria vida. Além disso, a produção do Netflix, “13 Reasons Why”, também propôs o debate sobre o tema, que é tão propício na fase da adolescência, mas que muitas vezes, é negligenciado tanto dentro de casa quanto no ambiente escolar. 

 

E você? Como trata dessa temática com os seus filhos? Existe uma porta aberta para o diálogo sobre o suicídio em casa?

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