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Crescimento pessoal

31/08/2017 06h30

O olhar com outros olhos

Precisamos exercitar nossos pensamentos e nossas atitudes na busca da valorização daquilo que é simples

Por Antônio Saldanha Nunes

Pixabay
M32

Em busca da essência

                  A primeira indagação é: “como assim...olhar com outros olhos ?”... É uma indagação simplista de quem olha apenas aquilo que interessa, ou seja, a aparência, o “ter” e não o “ser”. Quando a questão é colocada muitas pessoas não entendem o real significado desta afirmação. “Olhar com outros olhos”, ou seja, aprofundar a visão ou ajusta-la, sobrepor-se aos aspectos de posses, máscaras, ou de cor, raça, credo religioso ou condição social e visualizar apenas o “ser”...despido destes sinais ou símbolos materialistas do “ter”. Enfim, despir o outro de qualquer sinal externo e visualizar  o “ser- essência”.  Aquele espírito que se apresenta a nós no seu âmago, na sua essência, com seus aspectos positivos e negativos. Todos nós temos esta dualidade, nada é perfeito e por isso estamos nesta etapa espiritual, ou seja, para nos aperfeiçoarmos, desbastando a pedra bruta que somos na busca da perfeição e da semelhança com o eterno, a verdadeira luz ! 

                      Olhar o semelhante com “outros olhos” é buscar naquele a sua essência despida de qualquer sinal exterior que represente os valores materiais que norteiam esta etapa das nossas vidas na viagem pelo tempo e na busca do aperfeiçoamento.  Toda a máquina mercantilista induz a valorizarmos e consumirmos para gerarmos “riqueza”, ou a acumularmos. Espiritualmente falando: supérfluo !  E falando em “capital e riqueza”, podemos indagar o que realmente necessitamos.  Se pensarmos um pouco, um mestre da antiguidade chamado Rebe Yitchak já ensinava que “as coisas mais necessárias na vida são inversamente proporcionais ao seu custo”. Tudo o que mais precisamos, que é vital para o ser humano, não tem custo, ou se o tem, é extremamente baixo em comparação com outras opções de caráter materialista- consumista. Qual o custo do ar e da luz do sol ? Precisamos de água...custo relativamente baixo !

                         Precisamos exercitar nossos pensamentos e nossas atitudes na busca da valorização daquilo que é simples, e valorizar nas pessoas que nos cercam ou não, suas virtudes e relevar seus defeitos acima de qualquer outra roupagem.

                          “Olhar com outros olhos!” É perceber o que é simples, a essência daquele que se apresenta a nós. Seus valores espirituais, seus exemplos positivos e construtivos. O olhar deve ser além das aparências ou máscaras sócio-econômicas. Deve ser deitado sobre aquilo que na superficialidade “os olhos não vêem”... ou seja, a alma !  As coisas boas que cada ser humano apresenta e que representam o “ser” se sobrepondo ao “ter”... Por aí elevamo-nos a uma frequência de amor e sensibilidade que retorna na forma de bem-estar e crescimento espiritual !

                            Nossa busca pelo aperfeiçoamento e a missão de desbastar a pedra bruta que somos, deve ser no sentido de valorizar as pessoas por aquilo que “são”. É incrível que não percebamos que as coisas simples, que falam com o coração, que custam muito pouco a nós, são as mais valiosas. Aparências e futilidades são para os fracos de espírito, para aqueles que ainda precisam trilhar um longo caminho na busca da simplicidade, da humildade e do amor. 

                             Nossa busca pela luz, pela semelhança com o eterno, sem intermediários, sem dogmas e pretensos líderes, depende apenas de nós. Das nossas atitudes, do verdadeiro “olhar com outros olhos”.  Buscar a simplicidade e valorizar o amor entre os semelhantes já é um rompimento com esta inércia na viagem temporal do aperfeiçoamento espiritual. O “olhar com outros olhos” todos os seres vivos, considerando a forma sistêmica do universo é o caminho para a luz ! E precisamos construir este caminho a cada novo dia, incansavelmente.

                                Compartilho humildemente com os leitores estas premissas no sentido de colaborar para um universo de paz e harmonia, com liberdade, igualdade e fraternidade !

Antônio Saldanha Nunes é economista e consultor de empresas

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