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Família

22/08/2017 06h30

Eu sou bicho, não gente!

Saiba os motivos porque a humanização de animais deve ser evitada

Por Nosso Bem Estar

Freepik
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Cuidado com a humanização excessiva

Você tem um cachorrinho de estimação em sua casa? Trata-o como filho? Abriu mão da maternidade para cuidar de seu animal? Você pode estar agindo de modo inadequado. Veja por que dizer não à excessiva humanização de animais domésticos.

Tratados como gente

Animais de estimação devem ser tratados com carinho e respeito, isso ninguém discute. O problema é que muitas famílias os tratam como gente, exagerando nos cuidados e procedimentos.

A humanização de animais começou aos poucos, pela  década de 90. Segundo Jean Segata, um professor da UFRN, se intensificou uma controversa forma de convivência entre animais e humanos, modificando suas relações mais naturais. Os bichinhos, de certa forma, se tornaram os reis da casa, os soberanos das vontades. De certa forma, eles se tornaram os verdadeiros “donos”.

O excesso é prejudicial

Para Christina Malm, professora da UFMG, o carinho no trato dos animais é essencial, mas não se deve esperar deles o comportamento de um humano. Os animais se comportam como animais e devem continuar assim. Ao serem tratados como pessoas, os animais se apegam excessivamente aos tutores, sofrendo com distúrbios como ansiedade de separação, por exemplo.

Interferência na vida social

Alguns tutores também podem desenvolver um laço  afetivo distorcido, ao ponto de passar a preferir o convívio com seu pet e a evitar a vida social. O tal “prefiro bicho à gente”. Desta forma, saem de casa somente quando necessário, retornando rapidamente para perto de seu animal, sofre demasiadamente com sua ausência quando precisam viajar ou deixar os bichinhos aos cuidados de outra pessoa, etc.

O consumismo agradece

O mercado pet percebendo esta tendência, apostou pesado em novos serviços e produtos, muitos absolutamente desnecessários, como roupas caríssimas, joias, laços, gravatas, chapéus, entre outros acessórios até então exclusivamente humanos.

Ruim para os dois

Todavia, esse excesso pode ser ruim tanto para os animais quanto para os humanos. O bichinho fica excessivamente mimado e dependente. Não faz parte de sua natureza. A depressão canina já é frequente, inclusive com a prescrição de medicamentos psicotrópicos, como a fluoxetina.

Fique atento a seu comportamento com seu bichinho e analise se não está exagerando em alguma medida na sua relação com ele. O bom senso fará bem a saúde de todos!

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