Bem-vindo ao Nosso Bem Estar!
Para acessar toda positividade de nosso conteúdo, escolha o portal mais próximo a você.

Família

12/04/2017 06h30

Autismo - Acompanhe Esta Causa

Abril é o mês de conscientização sobre o Autismo: o desafio contra o preconceito e a luta pela aceitação

Por Nosso Bem Estar

Depositphotos
M2 2

Abril - Mês de Conscientização do Autismo

Apesar de que a informação nunca tenha estado tão disponível como nos dias de hoje, ainda existem pessoas que desvalorizam alguns distúrbios e transtornos, acreditando que eles correspondam a uma espécie de modismo do mundo moderno - o que, é claro, é um grande equívoco.

Essa mentalidade e desqualificação a respeito de condições que existem, e afetam a vida de quem as têm e daqueles que convivem com alguém diagnosticado, leva a uma ignorância sobre temas que precisam de esclarecimento, e, acima de tudo, movimentos de apoio, como é o caso do autismo.

Instituído pela ONU, abril é o mês da conscientização do autismo, uma síndrome que tem reflexos diretos em vários aspectos da vida do indivíduo, como no comportamento e comunicação. De acordo com um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, hoje, a cada 110 pessoas, 1 é portadora da síndrome e, somente no Brasil, estima-se que o número de autistas ultrapasse os 2 milhões. 

Apesar disso, ainda não existe uma ampla conscientização a respeito da condição, o que dificulta, e muito, o diagnóstico, tratamento e a evolução de cada caso.  E você, sabe o que é o autismo, quais os principais sinais apresentados por quem tem a síndrome e como encarar o diagnóstico? Acompanhe. 

O que causa o autismo?

A inclusão tardia do autismo na Classificação Internacional de Doenças da ONU, feita, apenas, em 1993, revela o reflexo do pouco que é sabido a respeito da síndrome. Estudos no mundo todo buscam explicar quais são as causas para o desenvolvimento da condição, mas ainda não se sabe, até agora, quais são os fatores genéticos associados.

Também por isso, o diagnóstico acaba sendo impreciso, e é feito baseado na observação comportamental do indivíduo, buscando identificar dificuldades de comunicação, comportamento repetitivo, isolamento social, entre outros traços que caracterizam o autismo.

A luta contra o preconceito

Por muito tempo, as crianças que apresentavam um desenvolvimento abaixo da média da classe, não se interessavam em socializar e tinham dificuldades de concentração e percepção do mundo ao seu redor eram tidas como preguiçosas dentro de sala de aula, com problemas comportamentais e, muitas vezes, acabavam sendo reprimidas em um ambiente que, na verdade, deveria estimulá-las.

Depois do diagnóstico de autismo se tornar reconhecido, os julgamentos e preconceitos a respeito da condição puderam tomar um segundo plano, mas não saíram totalmente de foco, e, hoje em dia, o principal desafio dos autistas, e de seus familiares, é a aceitação e inclusão social desses indivíduos.

O autismo é uma condição permanente, e quem tem a síndrome nasce, cresce e se torna um adulto com o mesmo diagnóstico. A questão é que, cada pessoa é única, e, por isso, o grau de autismo, as respostas aos estímulos e a capacidade de aprendizado são distintos entre si. Em alguns casos, os autistas desenvolvem uma ou mais super sensibilidades sensoriais, podem não ser sensíveis à dor e apresentar movimentos repetitivos com o corpo.

Por outro lado, de um modo geral, se destacam em áreas como a música, artes e a matemática. Como característica, geralmente, os autistas apresentam boa capacidade de aprendizado visual e memória acima da média, e alguns podem ser extremamente atentos a detalhes e à exatidão.

A importância da conscientização

A conscientização a respeito da síndrome é o primeiro passo para garantir uma melhor qualidade de vida aos autistas. Isso porque, é só por meio da informação e do conhecimento da condição que o olhar de análise pode ser desenvolvido, levando, portanto, à diminuição do diagnóstico tardio. E essa ainda é uma das principais dificuldades enfrentadas pelas famílias, tanto que, no Brasil, há a estimativa de que 90% dos autistas não tenham sido diagnosticados.

Por isso a importância da criação de grupos mobilizadores e de apoio para quem tem uma criança autista na família, com a participação de pediatras, pedagogos e psicólogos, de forma a oferecer um amparo e orientação a respeito de uma síndrome sobre a qual pouco se sabe cientificamente. 

O autismo tem tratamento?

Como vimos, não existe cura para a síndrome, ou seja, ela é uma condição permanente, o que, em hipótese alguma, quer dizer que não exista um acompanhamento capaz de estimular o desenvolvimento de quem tem autismo.

Essa é a grande questão: o diagnóstico precoce. Feito até os 3 anos de idade, melhores são os resultados do tratamento, que, geralmente, envolve uma abordagem terapêutica, variada de caso para caso. Os estímulos que envolvem as áreas de comunicação, comportamento e pedagogia podem amenizar a dificuldade de condução, transmissão e processamento de informações, o que, por si só, garante um melhor desenvolvimento ao indivíduo.

Uma das principais abordagens terapêuticas usadas é a ABA (análise do comportamento aplicada, em inglês), e envolve o método de ação e recompensa, o que ajuda a minimizar a dificuldade de comunicação e a reduzir comportamentos indesejáveis.

O contato com bichos de estimação, principalmente cães, também traz bons resultados no processo de terapia, já que a convivência com os animais estimula a produção de ocitocina, hormônio responsável, também, pela criação de vínculos.

E você, conhece alguém com o diagnóstico ou tem experiência com o autismo dentro de casa, com algum familiar? Se ficou com alguma dúvida, já sabe: escreva pra gente pelos comentários e, se possível, compartilhe esse artigo para que mais e mais pessoas possam tomar conhecimento sobre essa síndrome. Lembre-se: a informação é a arma mais poderosa para combater o preconceito e vencer as barreiras impostas por ele. 

X