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Crescimento pessoal

11/04/2017 06h30

Destino Iluminado

Novo roteiro chega para exercitar o físico e a espiritualidade, em uma incrível viagem de uma semana pelas praias desertas do Sul do país

Por Filipe Marcel

Fernando Neto | Caminho dos Faróis
M1 3

Turismo de experiência para se conectar a algo maior

Dizem que muitos caminhos levam a Deus, mas um passeio em especial chama a atenção!  Ele faz com que o turista usufrua de paisagens paradisíacas. O que seria uma simples caminhada, se transforma em uma incrível jornada interior. Batizada de “Caminho dos Faróis”, o roteiro percorre 190 quilômetros de areia, tendo início no centro de Capilha, no município de Rio Grande, na região norte do Rio Grande do Sul. De lá, os “peregrinos” seguem com suas mochilas em direção a reserva biológica do Taim, até chegar na Barra do Chuí, em Santa Vitória do Palmar, já na fronteira do Brasil com o Uruguai. O trajeto todo pode ser concluído, em média, em dez dias, sendo que oito são só de caminhada - o que representa aproximadamente 25 quilômetros diários.

“O projeto nasceu de um desejo incontrolável de conectar-se com algo maior. Quando eu estava prestes a completar 30 anos de profissão, senti uma necessidade enorme de aproveitar a vida de uma maneira diferente da que eu estava levando”, conta o cirurgião-dentista Fernando de Souza Neto, idealizador do projeto. 

O ano era 2013 e o livro “As 7 Leis Espirituais do Sucesso”, do renomado autor indiano Deepak Chopra, conseguiu finalmente, acender a luz que faltava para que ele desse um tempo na rotina e começasse a traçar o plano que o levaria na direção de sua própria descoberta. A obra defende que o sucesso pessoal não é o resultado de um esforço ou trabalho duro, nem de planos muito elaborados ou de uma ambição desmedida. Ao contrário, o sucesso seria resultado da compreensão da nossa natureza básica como ser humano e do seguimento das leis da natureza.

Levando apenas uma mochila, com uma barraca para dormir e alguns poucos apetrechos de acampamento, Fernando iniciou sua jornada por 220 quilômetros de areias desertas, que ligam a praia do Cassino ao Chuí. Ao compartilhar sua história com seus amigos, que inclui passagens um tanto divertidas e repletas de simbolismos, o cirurgião-dentista se viu obrigado a retomar o destino, agora acompanhado de outras pessoas. Disposto a proporcionar a todos a mesma experiência que o fez aproximar-se cada vez mais de si próprio, ele embarcou para Roraima, onde conheceu seu sócio, Magno, e alguns modelos bem-sucedidos do chamado “turismo de aventura”. Tempos depois, percorreu o interior de São Paulo e de Minas Gerais para ver de perto os maiores destinos do “turismo religioso” do país. Hoje ele contabiliza um total de 11 travessias, sempre deixando claro para quem pergunta que, diferentemente de todos os outros roteiros que conheceu, o seu trata-se de uma “caminhada meditativa ecologicamente ativa”.

Turismo de experiência

A fórmula parece ter dado certo. E com um empurrãozinho daquilo com o qual ele se conectou, já tem agendada três saídas até o final do ano, a primeira delas no final de abril. “O próprio caminho que fiz, quatro anos atrás, evoluiu para essa caminhada meditativa, totalmente ligada à ecologia, pois ainda aproveitamos para fazer um trabalho de coleta do lixo que aparece na areia dessas praias pelas quais passamos. Já cheguei a encontrar lata de sopa da Malásia e até mesmo garrafas de Coca-Cola de 30 anos atrás. O mar trouxe muita coisa que ficou ali por anos sem que ninguém tivesse acesso”, destaca Fernando, que ainda chama a atenção para a enorme quantidade de fósseis raros encontrados em diversas partes da travessia, especialmente nos arroios, onde estão se acumulando por séculos.

“Conseguimos fazer um caminho de peregrinação desvinculado de religião, mas espiritualmente muito significativo. Além disso, valorizamos a cultura local, estimulando as comunidades a receberem os visitantes, vendendo seus produtos pessoalmente, oferecendo receitas que andavam esquecidas. O arroz com peixe salgado, doce de butiá são um dos alimentos que fazem parte da história de cada região pela qual passamos”, reforça o idealizador do roteiro, que passa a oferecer um serviço de transporte de mochilas, para quem não pode ou não quer carregar muito peso durante a caminhada, além de carros de apoio e telefones via satélite para garantir a comunicação do grupo com os pontos de apoio.

No caminho não há hotéis, nem sinal de telefone. Fernando ressalta que a experiência de passar vários dias caminhando numa praia deserta entre conchas, dunas, naufrágios e faróis, longe de todo o supérfluo, permite ao viajante enxergar o que é realmente importante. E a descoberta de cada um termina com mensagens escritas em um varal de orações, que fica pendurado na beira da praia, onde o vento bate forte e faz com que essa ideia continue seguindo adiante e ajudando outras pessoas a se descobrirem no silêncio e sossego que só o mar pode proporcionar.

 

Para mais informações acesse: www.caminhodosfarois.com.br

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